Bloquear a extrema direita no X: uma estratégia vinda do Brasil
Bardella, bloqueado. Le Pen, bloqueada.
CNews, bloqueada.
Desde segunda-feira, no X, um apelo viraliza:
bloqueamos a extrema
direita. O método vem do Brasil.
Domingo, Lula foi reeleito com quase
cinquenta e dois por cento.
No primeiro turno, porém,
ele ficou em segundo, atrás de Flávio
Bolsonaro.
E quase todas as sondagens do segundo
turno davam Bolsonaro à frente.
Uma estreia na história do Brasil.
Nesta campanha, uma arma chamou atenção:
o exército de Lula,
um canal de WhatsApp
do deputado André Janones.
Mais de dez milhões de assinantes.
A sua orientação: não
comentar as publicações do
adversário, não responder às
falsas informações dele. Isso dá-lhes alcance.
E, desde a vitória,
os brasileiros transmitem- nos a mensagem.
Viu um bolsonarista espalhando ódio?
Bloqueie. Quarenta e sete mil curtidas.
Amigos franceses, não interajam com a direita,
não deem engajamento a ela.
Trinta e três mil curtidas. Por quê?
Porque o algoritmo não distingue
um fã de um cara revoltado.
Em 2023, o X publicou seu código.
Uma resposta vale vinte e sete
vezes mais do que uma curtida.
Toda vez que você confronta a extrema
direita, você a faz
subir no feed dos outros. Então, três regras.
Um, você não comenta mais, nem para rebater. Dois,
você não compartilha mais.
Para mostrar uma captura de tela, não um link.
Três, bloqueie a conta,
o veículo, o influenciador.
E dedique seu tempo a
compartilhar o que você defende.
Isso ajudou Lula a vencer? Impossível provar, mas é o que
contam os ativistas brasileiros.
Agora é contigo, bloqueia e partilha este vídeo.
Hashtag bloqueamos a extrema- direita.
E nos comentários,
quem bloqueaste primeiro?
Segue a Blink, não baixamos os olhos.
End of transcript · 278 words · machine translated
Original transcript (French)
Bardella, bloqué. Le Pen, bloquée. CNews, bloqué. Depuis lundi, sur X, un mot d'ordre explose : on bloque l'extrême droite. La méthode vient du Brésil.
Dimanche, Lula a été réélu avec près de cinquante-deux pour cent. Au premier tour, pourtant, il était deuxième derrière Flávio Bolsonaro.
Et presque tous les sondages du second tour donnaient Bolsonaro devant. Une première dans l'histoire du Brésil. Dans cette campagne, une arme a fait parler : l'armée de Lula,
un canal WhatsApp du député André Janones. Plus de dix millions d'abonnés. Sa consigne : ne pas commenter les posts de
l'adversaire, ne pas répondre à leurs fausses infos. Ça leur donne de la portée. Et depuis la victoire, les Brésiliens nous passent le message. Tu vois un bolsonariste qui sème la
haine ? Bloque. Quarante-sept mille likes. Amis français, n'interagissez pas avec la droite, ne leur donnez pas d'engagement. Trente-trois mille likes. Pourquoi ? Parce que l'algorithme ne fait pas la
différence entre un fan et un mec énervé. En 2023, X a publié son code. Une réponse y compte vingt-sept fois plus qu'un like. Chaque fois que tu clashes l'extrême
droite, tu la fais monter dans le fil des autres. Alors, trois règles. Un, tu ne commentes plus, même pour clasher. Deux, tu ne partages plus. Pour montrer une capture, pas un lien.
Trois, tu bloques le compte, le média, l'influenceur. Et ton temps, tu le mets à partager ce que tu défends. Est-ce que ça a fait gagner Lula ? Impossible à prouver, mais c'est ce que
racontent les militants brésiliens. À toi, bloque et partage cette vidéo. Hashtag on bloque l'extrême droite. Et en commentaire, t'as bloqué qui en premier ?
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