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Meus caros compatriotas. Comemoramos este
9 de dezembro o 120º aniversário da lei de
1905, lei de separação das Igrejas e do Estado.
Este aniversário é importante porque essa lei
protege, garante o bem mais precioso de cada
um de nós, a nossa liberdade de consciência. Ela
também garante o livre exercício dos cultos
para todas aquelas e todos aqueles que a invocam.
É justo prestar homenagem neste dia a
esses grandes espíritos franceses que foram os
pais dessa lei, nomeadamente Aristide Briand,
Jean Jaurès e Ferdinand Buisson. Essa lei
é, no fundo, a realização da Revolução
Francesa. Ela deu à luz a laicidade como
filha natural da República. E a laicidade,
é a liberdade. Graças à lei de 1905, a
República garante-nos efetivamente a liberdade
de pensar, de expressar o que queremos. A
liberdade de acreditar, como a de não acreditar,
a liberdade de rezar, de filosofar, de dogmatizar,
a liberdade de espírito, a liberdade de rir,
a liberdade de caricaturar. Esta lei diz também
que a fé não está acima da lei. Que
ninguém pode impor ao outro uma maneira
de acreditar na sua religião só porque considera
que a sua fé seria superior à lei. Ela
coloca todas e todos nós, cidadãs, cidadãos, em igualdade.
Porque a República é laica, ela não impõe
qualquer crença aos cidadãos. A sua missão é
até impedir aqueles que pretendem impor à
nossa sociedade a sua lei religiosa, seja
pela intimidação ou mesmo pelo terror. Eu
velo por isso, vocês velam por isso, nós velamos por isso.
A República laica não tem como projeto impor
uma identidade, fruto de raízes culturais,
religiosas ou de origens particulares. Ela
não tem por objetivo lutar contra esta ou
aquela religião. Neutra, ela não distingue
entre as consciências, mas as quer esclarecidas,
portanto livres. Quero aqui repetir isso de
novo e de novo, é a nossa escola, porque ela garante
o ensino público, gratuito, obrigatório,
que é indissociável da laicidade. Graças a
Jules Ferry, a nossa escola oferece a cada criança
a transmissão do saber, um saber positivo,
livre de qualquer atribuição religiosa, cultural
ou identitária. E o meio mais seguro de ser
livre é aprender. Essa oportunidade universal
que a escola da República oferece a todos os seus
filhos, fiel à sua vocação, que é formar
as consciências e não acorrentá-las. A
a laicidade deve continuar a fazer crianças
de hoje os cidadãos de amanhã. Eu quero
prestar aqui homenagem a essas gerações de professoras,
de professores do primário, de professores, que há
cento e cinquenta anos, fiéis ao espírito laico de Jules Ferry,
de Aristide Briand, de Jean Jaurès, de Ferdinand
Buisson, guiam as consciências das juventudes
sucessivas pelos caminhos da emancipação.
E tenho um pensamento muito especial neste
dia por Samuel Paty, Dominique Bernard. Professores,
eles também, impregnados do espírito da laicidade
e vítimas do obscurantismo, do terrorismo
islamista, que tenta nos fazer ceder em
vão há alguns anos. Eles devem permanecer
exemplos que iluminam o nosso caminho, que guiam
a nossa conduta, na e pela laicidade. É
em nome deles e de todos aqueles que serviram
e servem a República nas nossas escolas, nas
nossas escolas de ensino básico, nos nossos liceus, que temos de defender
a laicidade. A lei de 1905 e a escola da
Nação. Para continuarmos livres nas nossas escolhas, na
cidade como no nosso foro íntimo. Cada
um de nós deve permanecer vigilante e
perseverante. Preservar a lei de 1905, a escola,
e com ela a laicidade, é o mesmo que preservar
a liberdade de cada um de nós e portanto a liberdade de
todos. É a luta de todos, por todos. Porque
em França, as luzes nunca se apagarão.
Viva a República. Viva a França.
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Original transcript (French)
Mes chers compatriotes. Nous commémorons ce 9 décembre le 120e anniversaire de la loi de 1905, loi de séparation des Églises et de l'État. Cet anniversaire est important car cette loi protège, garantit le bien le plus cher de chacun
d'entre nous, notre liberté de conscience. Elle garantit aussi le libre exercice des cultes pour toutes celles et ceux qui s'en réclament. Il est juste de rendre hommage en ce jour à ces grands esprits français qui ont été les
pères de cette loi, notamment Aristide Briand, Jean Jaurès et Ferdinand Buisson. Cette loi est au fond l'accomplissement de la Révolution française. Elle a accouché de la laïcité comme fille naturelle de la République. Et la laïcité,
c'est la liberté. Grâce à la loi de 1905, la République nous garantit en effet la liberté de penser, d'exprimer ce que nous voulons. La liberté de croire comme celle de ne pas croire, la liberté de prier, de philosopher, de dogmatiser,
la liberté de l'esprit, la liberté de rire, la liberté de caricaturer. Cette loi dit aussi que la foi n'est pas au-dessus de la loi. Que personne ne peut imposer à l'autre une façon de croire sa religion parce qu'il estimerait
que sa foi serait supérieure à la loi. Elle nous remet tous, citoyennes, citoyens, à égalité. Parce que la République est laïque, elle n'impose aucune croyance aux citoyens. Sa mission est même d'empêcher ceux qui entendent imposer à
notre société leur loi religieuse, que ce soit par l'intimidation ou même par la terreur. J'y veille, vous y veillez, nous y veillons. La République laïque n'a pas pour projet d'imposer une identité, fruit de racines culturelles,
religieuses ou d'origines particulières. Elle n'a pas pour objet de lutter contre telle ou telle religion. Neutre, elle ne distingue pas entre les consciences, mais elle les veut éclairées, donc libres. Je veux ici le répéter encore et
encore, c'est notre école, parce qu'elle assure l'instruction publique, gratuite, obligatoire, qui est indissociable de la laïcité. Grâce à Jules Ferry, notre école offre à chaque enfant la transmission du savoir, un savoir positif,
libre de toute assignation religieuse, culturelle ou identitaire. Et le plus sûr moyen d'être libre est d'apprendre. Cette chance universelle qu'offre l'école de la République à tous ses enfants, fidèle à sa vocation qui est d'entraîner
les consciences et pas de les enchaîner. La laïcité doit continuer de faire des enfants d'aujourd'hui les citoyens de demain. Je veux rendre ici hommage à ces générations d'institutrices, d'instituteurs, de professeurs, qui depuis 150
ans, fidèles à l'esprit laïque de Jules Ferry, d'Aristide Briand, de Jean Jaurès, de Ferdinand Buisson, ont guidé les consciences des jeunesses successives sur les voies de l'émancipation. Et j'ai une pensée toute particulière en ce
jour pour Samuel Paty, Dominique Bernard. Enseignants, eux aussi, empreints de l'esprit de laïcité et victimes de l'obscurantisme, du terrorisme islamiste, qui tente de nous faire plier en vain depuis quelques années. Ils doivent demeurer
des exemples éclairant notre chemin, guidant notre conduite, dans et par la laïcité. C'est en leur nom et celui de tous ceux qui ont servi et servent la République dans nos écoles, nos collèges, nos lycées, qu'il nous faut défendre
la laïcité. La loi de 1905 et l'école de la Nation. Pour rester libres de nos choix, dans la cité comme en notre for intérieur. Chacun d'entre nous se doit de demeurer vigilant et persévérant. Préserver la loi de 1905, l'école,
et avec elle la laïcité, revient à préserver notre liberté à chacun et donc la liberté de tous. C'est le combat de tous, pour tous. Parce qu'en France, les lumières ne s'éteindront jamais. Vive la République. Vive la France.