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Political Commentary on Brazil and Trump
Do you still consider yourself a man of the right?
Where do you stand, um, ideologically today?
Look, I consider myself right-wing. What we see, this extremism,
that
isn't right-wing, it's a scam. That's called a scam,
it's voluntary submission.
So the United States also benefits from this volunteerism, which it didn't even
have to recruit.
This excerpt is about what the general calls the cap crowd.
Brazilians in the United States sucking up to Trump.
Someone who decides to devote their life to public service through, through politics, someone
who's a congressman or a governor, putting on a Make America Great
Again cap, it's, it's something you won't find anywhere else
in the world.
They call themselves patriots, but completely losing their sense of
patriotism.
Yeah, where you agree to have a
photograph taken, you'll go down in history.
You have a president of the United States sitting down, and you're standing beside him in
a subordinate position, right?
Subordinate.
That's a historic photo.
The next excerpt is about my country.
General, can Brazil sell rare earths
like that?
If you look at the rare earths document, that's unacceptable, right?
You can't export them as if they were iron ore.
Not even iron ore can you.
Iron ore, right?
You can't sell it as if you were selling
bread at a bar, right?
And this last excerpt is about the question I most wanted to ask.
General Santos Cruz, can Brazil become an American colony?
Here in the Americas, there are three countries that will never be an American
colony.
Which countries?
Canada, which is a large country, Mexico and Brazil.
Brazil accounts for 50 percent of the GDP of all of South America.
So those countries, they won't, they will never submit to this.
Unless they can get, within a country, almost
unconditional or a—
subordinate.
Subordinate support. And in Brazil, unfortunately, to,
to score some points in the
election race,
this was put on the agenda.
I don't know about you, but when I hear Santos Cruz,
I'm very impressed,
because there's no right or left here.
I'm a left-wing actor, he's a right-wing general,
who worked with
Bolsonaro. And we agree on the essentials.
Our rare minerals are strategic.
The Brazilians trying to hand Brazil to Trump on a silver platter are a
a disgrace for Brazil. And Flávio is doing all this to try to
win an
election.
The depressing thing is, he might succeed.
But there's another side to this story, a good side.
Brazil is now in a position that no other country in the world is.
Because underground, we have the second-largest reserves of
rare earths on the
planet, the second-largest graphite reserves and the
largest niobium reserves.
That's what the whole world will need for the next 50 years. It's here.
And above ground, we have something even more valuable: the world's largest forest, the
planet's greatest biodiversity.
You know Ozempic, the weight-loss drug that's everywhere?
Its science began with the venom of a lizard that lives in the desert in the south of the
the United States. Today, the company that makes Ozempic is worth more
than the entire
economy of Denmark, the country where it is headquartered.
Yes, there is an entire country, a prosperous country,
living off a drug that
started with an animal's venom. And here, we have more animals, more plants, more
venom than anywhere else on planet Earth.
Brazil will be a very rich country in the coming decades.
The question is: who will own that wealth?
Us or a bunch of Americans who like taking what belongs to others?
When that list of 21 American demands arrived,
Lula sent it
to the dead files. And when minerals came up,
he signed a law
stating that Brazil is in charge here.
And on the other side, there is a candidate who took the stage in the
United States and promised
in English, to be America's solution.
On that candidate's side, there's a dictator's grandson who drinks the Kool-Aid,
there's a
former congressman who stopped going to work, there's a political impersonator, and there's Fred
from
Rockbridge. They all seem ready to hand over
to Trump a wealth that is
ours, that is yours. General Santos Cruz, who knows far more about national
security than I do, has warned us: a country the size of Brazil,
no one can take by force.
It only becomes a colony if someone inside opens the door, like with a vampire.
And there are people offering Brazil up on a platter to Trump.
But to hand over the platter, they need something they still
don't have: the
key to the Palácio do Planalto. I'm Wagner Moura,
and this was another episode of
Revelando.
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Original transcript (Portuguese)
O senhor ainda se considera um homem de direita? Como é que o senhor se posiciona, é, ideologicamente hoje? Olha, eu me considero de direita. Isso aí que a gente vê, esse extremismo, isso aí não é direita, isso é vigarice. Isso aí se chama vigarice,
é submissão voluntária. Então os Estados Unidos também ele se beneficia desse voluntariado, que ele nem precisou recrutar. Já esse trecho aqui é sobre o que o general chama de turma do gorro. Brasileiros que estão nos Estados Unidos puxando saco de Trump.
Uma pessoa que resolve se dedicar à vida pública pela, pela política, uma pessoa que é deputado, que é um governador, se colocar um gorrinho Make America Great Again, é, é um negócio assim que você não tem igual no mundo. Se dizem patriotas, mas perdendo totalmente o sentimento de
patriotismo. É, aonde você se submete a tirar uma fotografia, você vai entrar pra história. Você tem um presidente do-dos Estados Unidos sentado e você em pé do lado, numa posição de subalterno, né?
Subalterno. Isso é uma foto histórica. O próximo trecho é sobre a minha terra. General, o Brasil pode vender terra rara desse jeito?
Se você ver o documento aí de terras raras, aí é inaceitável, né? Não pode exportar como, como se fosse minério de ferro. Nem minério de ferro você pode. Minério de ferro, né? Você não pode vender como se estivesse vendendo
pão na, na botequim, né? E esse último trecho é sobre a pergunta que eu mais queria fazer. General Santos Cruz, o Brasil pode virar uma colônia americana? Nas Américas, aqui, tem três países que jamais vão ser colônia americana.
Quais países? Canadá, que é um país grande, o México e o Brasil. O Brasil é cinquenta por cento do PIB de toda a América do Sul. Então esses países, eles não, nunca vão se sujeitar a isso. A não ser que eles consigam, dentro de um país, um apoio quasi
incondicional ou uma- Subalterno. Um apoio subalterno. E no Brasil, infelizmente, pra, pra ganhar alguns pontos na corrida eleitoral, é,
isso aí foi colocado na pauta. Eu não sei você, mas quando eu ouço o Santos Cruz, eu fico bem impressionado, porque não tem direita nem esquerda aqui. Eu sou um ator de esquerda, ele é um general de direita,
que trabalhou com o Bolsonaro. E nós concordamos no essencial. Nossos minerais raros são estratégicos. Os brasileiros que estão tentando entregar o Brasil de bandeja pra Trump são uma vergonha pro Brasil. E Flávio tá fazendo tudo isso pra tentar
ganhar uma eleição. O deprimente é que ele pode conseguir. Mas tem um outro lado dessa história que é um lado bom. O Brasil hoje tá numa posição que nenhum outro país do mundo está.
Porque embaixo do chão, a gente tem a segunda maior reserva de terras raras do planeta, a segunda maior reserva de grafite e a maior reserva de nióbio. Isso é o que o mundo inteiro vai precisar pelos próximos cinquenta anos. Tá aqui.
E em cima do chão a gente tem algo ainda mais valioso: a maior floresta do mundo, a maior biodiversidade do planeta. Você sabe a Ozempic, remédio de emagrecer, que tá em todo lugar? A ciência dele começou no veneno de um lagarto que mora no deserto do sul dos Estados Unidos. Hoje, a empresa que fabrica o Ozempic vale mais
do que a economia inteira da Dinamarca, que é o país onde ela é sediada. Sim, tem um país inteiro, um país próspero, vivendo de um remédio que começou no veneno de um bicho. E aqui, a gente tem mais bicho, mais planta, mais
veneno do que qualquer lugar no planeta Terra. O Brasil vai ser um país muito rico nas próximas décadas. A pergunta é: quem vai ser o dono dessa riqueza? A gente ou um bando de americano que gosta de tomar o que é dos outros? Quando aquela lista de vinte e uma exigências dos americanos chegou,
Lula mandou pro arquivo morto. E quando o minério entrou na pauta, ele assinou uma lei dizendo que quem manda aqui é o Brasil. E do outro lado, tem um candidato que subiu no palco nos
Estados Unidos e prometeu em inglês ser a solução da América. Do lado desse candidato, tem um neto de ditador que bebe a receita, tem um ex-deputado que parou de ir trabalhar, tem um imitador de político e tem o Fred
do Rockbridge. Todos eles parecem prontos pra entregar pro Trump uma riqueza que é nossa, que é sua. O general Santos Cruz, que entende muito mais de segurança nacional do que eu, já avisou: um país do tamanho do Brasil,
ninguém toma à força. Ele só vira colônia se alguém de dentro abrir a porta, que nem vampiro. E tem gente oferecendo o Brasil de bandeja pro Trump. Mas pra entregar a bandeja, eles precisam de uma coisa que eles ainda não têm: a
chave do Palácio do Planalto. Eu sou Wagner Moura, e esse foi mais um episódio do Revelando.