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Exploring Consciousness and Existence
É perfeitamente óbvio que o universo é um sistema que
tem consciência de si mesmo.
Em outras palavras,
nós, como organismos vivos,
somos formas da energia do universo tanto quanto as estrelas
e as galáxias,
e, através dos nossos órgãos dos sentidos,
esse sistema de energia toma consciência de si mesmo.
Mas há um enigma nisso,
que, mais uma vez, se relaciona com o nosso contraste
básico entre ligado e desligado e algo e nada, que é
este:
o aspecto do universo
que tem consciência de si mesmo,
ou seja, o aspecto que, para expressá-lo de forma muito desajeitada,
exerce essa tomada de consciência,
não vê a si mesmo.
Em outras palavras,
você não pode olhar para os seus olhos com os seus olhos.
Você não pode beijar os próprios lábios. Não pode morder os próprios dentes.
Você não pode observar a si mesmo no ato de observar.
Todos os cientistas,
neurologistas, físicos quiseram fazer isso,
mas não conseguem,
assim como você não consegue tocar a ponta deste dedo com a ponta
deste dedo, por mais que tente.
E isso, portanto, cria no reverso de
toda observação um ponto cego. Só para dar um exemplo,
como atrás dos seus olhos,
do ponto de vista dos seus olhos, por mais que olhe ao redor,
há uma vazio atrás deles.
Isso é o desconhecido.
Essa é a parte do universo, em outras palavras, que não
se vê porque está vendo.
E assim sempre temos essa divisão da experiência
em uma metade conhecida,
uma metade desconhecida. Gostaríamos, é claro, seria fascinante
se pudéssemos conhecer o sempre desconhecido.
Mas se, digamos, examinarmos o cérebro e a estrutura dos nervos por trás
os olhos, estamos sempre olhando para o de outra pessoa
cérebro
lá fora.
Nunca estamos olhando para nosso próprio cérebro
ao mesmo tempo em que investigamos o cérebro de outra pessoa.
Portanto, sempre resta esse lado em branco da experiência.
Ora, o que estou sugerindo é isto,
que o lado em branco da experiência
tem a mesma relação com o lado consciente
que o princípio do desligado na vibração
tem com o princípio do ligado.
Entendem? Há uma divisão fundamental.
Os chineses chamam o lado positivo de yang e
o lado negativo de yin.
Isso corresponde à ideia de um
em nossa,
ah, linguagem, e zero.
Todos os números podem ser feitos de um e zero.
Isso é o... que se chama aritmética binária, usada em computadores.
E, assim, tudo é feito de desligado e ligado e, portanto,
igualmente de consciente e inconsciente.
Mas
o inconsciente
é, por assim dizer, a parte da experiência que
produz a consciência, tal como a
vala manifesta a onda, o espaço
manifesta o sólido,
o fundo manifesta a figura.
E assim, todo esse lado da vida a que chamam inconsciente,
desconhecido, impenetrável, é inconsciente e é
desconhecido e impenetrável porque é realmente
vocês.
Por outras palavras,
o vosso eu mais profundo
é o lado do nada,
é o lado que não conhecem.
Portanto, neste sentido, não tenham medo do nada.
Podia fazer uma piada e dizer que não há nada no nada de que se
ter medo.
Mas as pessoas da nossa cultura têm pavor do nada.
Têm pavor da morte.
Sentem-se inquietas com o sono porque acham que é uma perda de tempo, e
têm um medo latente no fundo das suas mentes de que tudo isto
o universo acabará por se esgotar
e terminará no nada, e tudo será esquecido, enterrado,
e morto.
Mas este é um medo completamente irracional
porque é precisamente esse nada que é sempre a
fonte de algo. Pense mais uma vez na imagem
da clareza.
Dizemos “claro como cristal”.
Nada
é o que põe algo em foco,
e esse nada simbolizado pelo cristal
é o seu próprio globo ocular,
a sua própria consciência,
e o espaço claro
no qual todas as estrelas têm liberdade para ser vistas.
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Original transcript (English)
It's perfectly obvious that the universe is a system which is aware of itself. In other words, we as living organisms are forms of the energy of the universe just as much as the stars
and the galaxies, and through our sense organs, this system of energy becomes aware of itself. But there's a puzzle in this, which again relates back to our basic
contrast between on and off and something and nothing, which is this, that the aspect of the universe which is aware of itself, that is to say the aspect which, to put it in a very clumsy
phrase, does the awaring, does not see itself. In other words, you can't look at your eyes with your eyes. You can't kiss your own lips. You can't bite your own teeth.
You can't observe yourself in the act of observing. All scientists, neurologists, physicists have wanted to do that, but they can't do it, just as you can't touch the tip of this finger with the tip of
this finger, no matter how hard you try. And that therefore creates on the backside of all observation a blank spot. Just for example, as behind your eyes, from the point of view of your eyes, however you look around,
there is, is blankness behind them. That's the unknown. That's the part of the universe, in other words, which does not see itself because it is seeing. And so we always get this division of experience
into one half known, one half unknown. We would like, of course, it would be fascinating if we could know the always unknown. But if we, say, examine the brain and the structure of the nerves behind the eyes, we're always looking at somebody else's
brain out there. We're never looking at our own brain at the same time as we're investigating somebody else's brain. So there always remains this blank side of experience.
Now, what I'm suggesting to you is this, that the blank side of experience has the same relationship to the conscious side as the off principle of vibration has to the on principle.
Do you see that? There's a fundamental division. The Chinese call them the positive side the yang and the negative side the yin. That corresponds to the idea of one in our,
uh, language and zero. All numbers can be made of one and zero. That's the-- called binary arithmetic, which is used for computers. And so it's all made up of off and on, and therefore equally of conscious and unconscious.
But the unconscious is, so to say, the part of experience which is doing consciousness, just as the trough manifests the wave, the space
manifests the solid, the background manifests the figure. And so all that side of life which you call unconscious, unknown, impenetrable, is unconscious and is unknown and is impenetrable because it's really
you. In other words, the deepest you is the nothing side, is the side which you don't know.
So in this sense, don't be afraid of nothing. I could make a joke and say there's nothing in nothing to be afraid of. But people in our culture are terrified of nothing. They're terrified of death.
They are uneasy about sleep because they think it's a waste of time, and they have a lurking fear in the back of their minds that all this universe is eventually going to run down and end in nothing, and it will all be forgotten, buried, and dead.
But this is a completely unreasonable fear because it is just precisely this nothing which is always the source of something. Think of it once again in the image of clarity. We say crystal clear.
Nothing is what brings something into focus, and this nothingness symbolized by the crystal is your own eyeball, your own consciousness,
and the clear space in which all the stars have freedom to be seen.