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Outra coisa é disseminar propaganda, para influenciar a mente das pessoas.
E essa é uma função principal da CIA.
Quatrocentos jornalistas cooperando com a CIA,
incluindo alguns dos maiores nomes do ramo,
para introduzir conscientemente as matérias na imprensa.
Bem, me dê um exemplo concreto de como você usa a imprensa dessa maneira,
como uma história falsa é plantada e como você conseguiu que fosse publicada.
Bem, por exemplo, na minha guerra,
a Guerra de Angola que eu ajudei a gerir,
um terço da minha equipe era de propaganda.
Ironicamente, isso é chamado de ação encoberta dentro da CIA.
Fora, isso significa a parte violenta.
Eu tinha propagandistas em todo o mundo,
principalmente em Londres, Kinshasa e Zâmbia.
Nós pegávamos matérias que nós mesmos escrevíamos
e as colocávamos no Zambia Times
e então tirá-las e enviá-las para um jornalista na nossa folha de pagamento na Europa.
Mas a sua história de cobertura, veja,
seria que ele as tinha conseguido com o seu colaborador em Lusaca
que as tinha conseguido do Zambia Times.
Tínhamos a cumplicidade do governo da Zâmbia,
Kenneth Kaunda, por assim dizer,
para colocar essas histórias falsas nos seus jornais.
Mas, a partir desse ponto, os jornalistas, a Reuters e a AFP,
a direção não estava a par disso.
Agora, o nosso homem de contacto na Europa estava,
e nós lançámos dezenas de histórias
sobre atrocidades cubanas, estupradores cubanos.
Numa ocasião, tínhamos os estupradores cubanos
apanhados e julgados pelas donzelas Ovimbundu
que tinham sido suas vítimas.
E então publicámos fotografias
que saíram em quase todos os jornais do país
dos cubanos a serem executados pelas mulheres Ovimbundu
que supostamente tinham sido suas vítimas.
Essas fotos eram falsas?
Ah, com certeza.
Nós não sabíamos de uma única atrocidade cometida pelos cubanos.
Era propaganda pura, crua e falsa
para criar a ilusão de comunistas comendo bebês no café da manhã,
e esse tipo de propaganda totalmente falsa.
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Original transcript (English)
Another thing is to disseminate propaganda, to influence people's minds. And this is a major function of the CIA. 400 journalists cooperating with the CIA, including some of the biggest names in the business, to consciously introduce the stories into the press.
Well, give me a concrete example of how you use the press this way, how a false story is planted and how you got it published. Well, for example, in my war, the Angola war that I helped to manage, one third of my staff was propaganda.
Ironically, it's called covert action inside the CIA. Outside, that means the violent part. I had propagandists all over the world, principally in London, Kinshasa and Zambia. We would take stories which we would write
and put them in the Zambia Times and then pull them out and send them to a journalist on our payroll in Europe. But his cover story, you see, would be that he had gotten them from his stringer in Lusaka who had gotten them from the Zambia Times.
We had the complicity of the government of Zambia, Kenneth Kaunda, if you will, to put these false stories into his newspapers. But after that point, the journalists, Reuters and AFP, the management was not witting of it.
Now, our contact man in Europe was, and we pumped just dozens of stories about Cuban atrocities, Cuban rapists. In one case, we had the Cuban rapists caught and tried by the Ovimbundu maidens
who had been their victims. And then we ran photographs that made almost every newspaper in the country of the Cubans being executed by the Ovimbundu women who supposedly had been their victims.
These were fake photos? Oh, absolutely. We didn't know of one single atrocity committed by the Cubans. It was pure, raw, false propaganda to create an illusion of communists eating babies for breakfast,
and that sort of totally false propaganda.