Portuguese → French transcript

Tôt ou tard, le moment présent devait arriver au Parlement.

Tôt ou tard, un parti — et il fallait que ce soit le Chega — serait capable de dire à ce Parlement

ce qui est évident pour le pays.

Quiconque arrive au Portugal, d'où qu'il vienne, quelle que soit la région, avec les mœurs

qu'il ait ou la religion qu'il professe, doit avant tout se conformer, respecter et faire

respecter les coutumes de ce pays et ses valeurs.

C'est pourquoi le Chega propose aujourd'hui qu'il soit interdit que les femmes soient obligées de dissimuler

entièrement leur visage, même si cela a à voir avec un quelconque droit à l'identité

ou avec une quelconque obligation religieuse.

C'est pourquoi le Chega veut aujourd'hui empêcher que les femmes portent la burqa au Portugal.

Et pour que ce soit clair et exprimé dans un langage direct et compréhensible pour tous, une femme forcée

à porter la burqa, ou une femme qui, par sa culture, a été forcée de porter la burqa, a cessé d'être une

femme libre et indépendante, elle est devenue un objet, Chega ne veut pas et n'accepte pas

que les femmes soient des objets.

C'est pourquoi nous avons du mal à comprendre ceux qui passent la journée à se frapper la poitrine en

défense des droits des femmes, ceux qui passent leur vie à dire que les droits

des femmes sont vraiment à prendre au sérieux, mais acceptent sans critique qu'une femme doive

se comporter comme une marchandise dans les rues de Lisbonne, ou avec son mari devant elle pendant qu'elle est

traitée comme une marchandise économique.

Ces mêmes qui vont à Gaza et qui y marchent aux côtés de terroristes qui, le matin

On dit qu'un génocide se déroule à Gaza, à l'heure du déjeuner, on frappe les femmes et

la nuit, on oblige les femmes à marcher dans la rue comme si elles étaient des animaux ou comme si elles étaient

une marchandise.

Nous n'acceptons pas cela, nous n'accepterons pas que cela soit toléré.

Plusieurs pays européens ont déjà avancé vers l'interdiction des burqas dans l'espace public.

Plusieurs tribunaux dans le monde entier ont contraint des femmes qui portaient une dissimulation totale

du visage, que ce soit dû ou non à la tradition islamique, à retirer ce même voile et cette

même burqa au tribunal.

La loi et l'État de droit ne se montrent pas compatissants envers ceux qui veulent se cacher derrière

n'importe quel tissu, pire encore, la loi et l'État de droit ne se montrent pas compatissants lorsque un groupe

de personnes veut dissimuler, cacher et contraindre les autres à perdre leur identité et à sombrer dans l'anonymat.

Ce n'est pas une question de droit à l'identité pour la protection religieuse, c'est

il s'agit d'un droit à la liberté des femmes, qu'il provoque un traumatisme ou entraîne une imposition

religieuse que nous ne pouvons pas accepter.

Peuvent venir ici ceux qui sont arrivés, ceux qui ont respecté la loi, ceux qui ont accepté nos

valeurs ; celui qui arrive dans ce pays et estime qu'une femme doit obligatoirement être accompagnée d'un homme

n'a qu'une seule option : retourner dans son pays.

Dit la Cour européenne des droits de l'homme, l'interdiction du port du voile

intégral en France est légitime pour la préservation des conditions de vie en société,

constituant un objectif légitime pour les autorités, qui disposent d'une large marge d'appréciation.

Par conséquent, la loi qui interdit le voile en France n'est pas contraire à la Convention

de la Cour européenne des droits de l'homme, cela dit par la Cour européenne des droits de l'homme elle-même.

Mais, mes chers, la question n'est même pas celle de la Cour européenne des droits de l'homme ou de la Cour

constitutionnelle portugaise.

C'est une question qui va au cœur de notre civilisation et qui touche au droit fondamental

de ce que nous voulons être en tant que société et en tant que pays moderne, tourné vers l'avenir.

La façon dont nous regardons les femmes et la manière dont nous plaçons les inégalités ou les

différences dans un pays et dans un monde qui ne peut pas revenir en arrière sur la question de l'égalité entre les sexes.

C'est une question qui va au cœur de notre civilisation et au cœur de l'hypocrisie

de la gauche portugaise et européenne, parce que quand elles disent toujours que les femmes doivent

être défendues et protégées, que les femmes doivent avoir des droits égaux, mais qu'elles se courbent et

s'agenouillent devant une culture qui les opprime, qui les domine, qui les détruit et qui ne les accepte pas

comme êtres humains, et qui ne les accepte pas comme êtres humains.

Ainsi soit-il, et nous sommes habitués à cela, que la gauche portugaise le veuille — nous y sommes habitués

et nous le comprenons, mais aujourd'hui, dans ce Parlement, la gauche portugaise n'a pas la force de

arrêter ce mouvement.

Aujourd'hui, seul le centre-droit pourra le faire.

Espérons qu'en fin de journée les valeurs du Portugal l'emportent et non les valeurs de n'importe

quelle dictature du Moyen-Orient.

Merci beaucoup.

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Original transcript (Portuguese)

Cedo ou tarde, o dia de hoje teria que chegar ao Parlamento. Cedo ou tarde, algum partido, e teria que ser o Chega, seria capaz de dizer a este Parlamento aquilo que é óbvio para o país. Quem chega a Portugal, vindo de onde vier, vindo de que região venha, com os costumes que tiver ou com a religião que tiver, tem que acima de tudo cumprir, respeitar e fazer

respeitar os costumes deste país e os valores deste país. Por isso, o Chega propõe hoje que seja proibido que as mulheres sejam obrigadas a ocultar o seu rosto totalmente, mesmo que isso tenha que ver com qualquer direito de identidade ou com qualquer obrigação religiosa. Por isso, o Chega quer hoje impedir que as mulheres andem de burca em Portugal.

E para que sejamos claros e de linguagem direta e compreensível a todos, uma mulher forçada a usar burca, ou uma mulher que pela sua cultura foi forçada a usar burca, deixou de ser uma mulher livre e independente, passou a ser um objeto, o Chega não quer e não aceita que as mulheres sejam objetos. Por isso, nós compreendemos mal aqueles que passam o dia a bater com a mão no peito a

defesa dos direitos das mulheres, aqueles que passam a vida a dizer que os direitos das mulheres são mesmo para levar a sério, mas aceitam sem crítica que uma mulher tenha que andar como mercadoria pelas ruas de Lisboa, ou com o seu marido à frente enquanto é tratada como mercadoria económica. Aqueles mesmos que vão para Gaza e que ali andam ao lado de terroristas que de manhã

dizem que há um genocídio a decorrer em Gaza, à hora do almoço batem na mulher e à noite obrigam a mulher a andar pela rua como se fosse um animal ou como se fosse uma mercadoria. Nós não aceitamos isso, nós não aceitaremos que isso passe. Vários países europeus avançaram já para a proibição das burcas no espaço público.

Vários tribunais do mundo inteiro obrigaram mulheres que estavam com ocultação total do rosto, fosse ele devido ou não à tradição islâmica, a retirar esse mesmo véu e essa mesma burca em tribunal. A lei e o Estado de Direito não se compadecem com aqueles que se querem ocultar por detrás de qualquer tecido, mas pior, a lei e o Estado de Direito não se compadecem quando um grupo

de pessoas quer ocultar, esconder e forçar as outras à perda de identidade e ao anonimato. É que isto não é uma questão de direito de identidade para protecção religiosa, é questão de um direito de liberdade das mulheres faça um trauma ou faça uma sobreposição religiosa que não podemos aceitar. Podem vir para cá os que cá chegaram, os que cumpriram a lei, os que aceitaram os nossos

valores, quem chega a este país e acha que uma mulher vai ao menos com um homem só tem um caminho é ir de volta para o seu país. Diz o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, é legítima a proibição do uso do véu integral em França, pela preservação de condições de vida em sociedade, sendo um objetivo legítimo das autoridades que dispõem desta questão de uma ampla margem de apreciação.

Por consequência, a lei que proíbe o véu em França não é contrária à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, isto dito pelo próprio Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Mas caros, a questão nem sequer é do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos ou do Tribunal Constitucional Português. Esta é uma questão que vai ao fundo da nossa civilização e que toca no direito básico

daquilo que queremos ser como sociedade e como país moderno e a olhar para o futuro. A forma como olhamos para as mulheres e a forma como colocamos as desigualdades ou as diferenças num país e num mundo que não pode voltar atrás na questão da igualdade de género. Esta é uma questão que vai ao âmago da nossa civilização e ao âmago da hipocrisia da esquerda portuguesa e europeia, porque quando sempre dizem que as mulheres têm de

ser defendidas e protegidas, que as mulheres devem ter direitos iguais, mas vergam-se e ajoelham-se a uma cultura que as oprime, que as domina, que as destrói e que não as aceita como seres humanos, e que não as aceita como seres humanos. Assim seja e estamos habituados a isso, que a esquerda portuguesa o queira estamos habituados e compreendemos isso, mas hoje, neste Parlamento, a esquerda portuguesa não tem força para

parar este movimento. Hoje só o centro-direita o poderá fazer. Esperemos que ao fim do dia vençam os valores de Portugal e não os valores de qualquer ditadura do Médio Oriente. Muito obrigado.

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