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Quando temos crianças expostas quatro horas e quarenta minutos por dia
às redes sociais,
quando as pessoas com menos de 40 anos se informam
em sua grande maioria nas redes sociais
e cada vez mais,
quando esse tempo de exposição aumentou
durante o período da Covid e depois,
quando já temos, há dois anos, a IA generativa
que chega às nossas democracias,
não podemos fingir que tudo isso não tivesse
mudado totalmente, porque as pessoas que nos informam,
pelas quais nos informamos,
não são meios de comunicação livres e independentes.
E a confusão está aí.
E não é porque vamos buscar a informação
por essas redes, sejam TikTok, X, Instagram ou outras,
que não haja um enorme problema em jogo,
é que essas pessoas não selecionaram a informação
Como meios de comunicação, eles não a verificaram.
Como jornalistas,
Mas, sobretudo, eles não têm nenhuma responsabilidade
quanto a essa informação que eles me fornecem
e eles não foram feitos para compartilhar informação.
E é aí que está a nossa estupidez.
Ou seja, são plataformas
que foram feitas para vender
publicidade individualizada.
É assim que eles ganham dinheiro.
Eles não ganham vendendo um exemplar de jornal
ou uma assinatura, eles vendem publicidade individualizada.
Não é um crime, só que é o oposto da informação.
E para vender bem a publicidade individualizada,
eles precisam acumular dados sobre as pessoas
e vendê-los com um consentimento aproximado
a terceiros que vão pagar muito caro,
por essa publicidade, os anunciantes.
Mas, sobretudo, são movidos por um processo
que consiste em criar a máxima excitação,
que gerará o máximo de tráfego
para maximizar sua página de anúncios.
E assim, toda a ordem de mérito que fundamentava nossas democracias,
uma relação com a argumentação, com a verdade,
está completamente arruinada,
pois a argumentação é menos forte do que a emoção,
e a emoção negativa é mais forte que a emoção positiva,
pois é ela que cria mais excitação.
Portanto, que maximiza a eficiência econômica do modelo
como ele foi concebido. Exatamente isso.
E isso é um processo de degeneração democrática.
Foi um completo desastre.
E é por isso que hoje,
temos cientistas independentes
que mostram que um jovem francês que cria uma conta no TikTok
sem qualquer caracterização, que digita a palavra islã,
após o terceiro conteúdo que lhe for submetido,
será exposto a um conteúdo salafista.
É por isso que eu desafio vocês a abrirem hoje
o X na França com conteúdo livre.
Se vocês não se depararem imediatamente
com conteúdos de extrema direita,
é porque vocês estão mal organizados.
E conteúdos de extrema direita franceses ou de todo o mundo.
E de qualquer forma, essas plataformas decidiram
romper a neutralidade informativa,
pois o proprietário dela se envolveu
no combate democrático e no internacional reacionário.
Portanto, já não são locais onde se pode informar.
E, portanto, precisamos reconstruir anticorpos democráticos
exatamente como fizemos no que diz respeito à França.
No século XIX, perante a imprensa.
Porque, na época, havia uma imprensa que se comprava muito bem,
mas não havia deontologia,
não havia responsabilidade por parte dos editores de imprensa,
não existia uma profissão organizada no setor.
E, portanto, temos de retomar o controlo
da nossa vida democrática e informativa
regulando, e isso foi muito bem dito,
não pode haver anonimato para toda a gente
e sem responsabilidade.
Deve haver responsabilidade,
incluímos-na na Diretiva dos Serviços, DSA.
Por outro lado, queremos liberdade,
mas não queremos liberdade para pessoas que não existem.
Os bots e as contas falsas deveriam ser proibidos.
E se uma plataforma não nos garante
Se ela apagar essas contas falsas, ela própria deve ser banida.
E devemos absolutamente ter transparência
sobre os algoritmos para ver se há vieses
que devem ser compartilhados.
Hoje, em nossas democracias,
nosso sistema de informação não funciona mais.
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Original transcript (French)
Quand on a des enfants qui sont exposés 4h40 par jour aux réseaux sociaux, quand on a les moins de 40 ans qui s'informent très majoritairement sur les réseaux sociaux et de plus en plus,
quand on a ce temps d'exposition qui s'est accru pendant la période Covid et après, quand on a depuis 2 ans maintenant l'IA génératif qui arrive dans nos démocraties, on ne peut pas faire comme si tout ça n'avait pas
totalement changé, parce que les gens qui nous informent, par lesquels on s'informe, ne sont pas des médias libres et indépendants. Et la confusion est là. Et ce n'est pas parce qu'on va chercher l'information
par ces réseaux, qu'ils soient TikTok, X, Instagram ou autres, qu'il n'y a pas un énorme problème à la clé, c'est que ces gens n'ont pas sélectionné l'information comme des médias, ils ne l'ont pas vérifiée comme des journalistes,
mais surtout, ils n'ont aucune responsabilité quant à cette information qu'ils me donnent et ils ne sont pas faits pour partager de l'information. Et notre bêtise est là. C'est-à-dire que ce sont des plateformes
qui sont faites pour vendre de la publicité individualisée. C'est comme ça qu'ils gagnent de l'argent. Ils ne gagnent pas en vendant un numéro de journal ou un abonnement, ils vendent de la publicité individualisée.
Ce n'est pas un crime, juste, c'est l'inverse de l'information. Et pour bien vendre la publicité individualisée, ils doivent accumuler des données sur les gens et les vendre avec un consentement approximatif à des tiers qui vont payer très cher,
cette publicité, des annonceurs. Mais surtout, ils sont mus par un processus qui est de créer l'excitation maximale, qui créera le maximum de trafic pour maximiser leur page de pub.
Et donc, tout l'ordre de mérite qui fondait nos démocraties, un rapport à l'argumentation, la vérité, est complètement mis en l'air, puisque l'argumentation est moins forte que l'émotion, et l'émotion négative est plus forte que l'émotion positive,
puisque c'est elle qui crée le plus d'excitation. Donc, qui maximise l'efficacité économique du modèle tel qu'il est conçu. C'est exactement ça. Et ça, c'est un processus de dégénérescence démocratique. On a fait n'importe quoi.
Et c'est ce qui fait qu'aujourd'hui, on a des scientifiques indépendants qui montrent qu'un jeune Français qui crée un compte TikTok sans aucune caractérisation, qui tape le mot islam, au bout du troisième contenu qui lui sera soumis,
sera exposé à un contenu salafiste. C'est ce qui fait que je vous défie d'ouvrir aujourd'hui X en France avec un contenu libre. Si vous ne tombez pas immédiatement sur des contenus d'extrême droite,
c'est que vous êtes mal organisés. Et des contenus d'extrême droite français ou du monde entier. Et de toute façon, ces plateformes ont décidé de rompre la neutralité informationnelle, puisque le possesseur de celle-ci s'est engagé
dans le combat démocratique et l'international réactionnaire. Donc, ce ne sont plus des lieux où on peut s'informer. Et donc, on a besoin de rebâtir des anticorps démocratiques exactement comme on l'a fait pour ce qui est de la France au XIXe siècle face à la presse.
Parce qu'à l'époque, on avait une presse qui s'achetait très bien, mais il n'y avait pas de déontologie, il n'y avait pas de responsabilité des éditeurs de presse, il n'y avait pas de profession de secteur organisé. Et donc, on doit reprendre le contrôle
de notre vie démocratique et informationnelle en régulant, et ça a été très bien dit, il ne peut pas y avoir de l'anonymat pour tout le monde et pas de responsabilité. Il doit y avoir une responsabilité,
on l'a mis dans la Directive des services, DSA. Derrière, on veut la liberté, mais on ne veut pas la liberté pour des gens qui n'existent pas. Les bots, les faux comptes devraient être interdits. Et si une plateforme ne nous garantit pas
qu'elle supprime ces faux comptes, elle doit être interdite elle-même. Et on doit absolument avoir la transparence sur les algorithmes pour voir s'il y a des biais qui doivent être partagés. Aujourd'hui, dans nos démocrations,
notre système d'information ne fonctionne plus.