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…teve durante anos. —E então?
Você está me dizendo que esse estupro a salvou?
—Não, o que eu estou dizendo… …o que eu
estou dizendo é que depoimentos de mulheres que
eu conheço… …que disseram: “Olha, este
bebê me tirou de… …um inferno”. —Não,
você está louco!
—Bom… bom, mas olha, a primeira coisa… —Ou
seja, graças a… …graças a esse estupro
eu saí de um inferno?
—A primeira coisa que eu vou te dizer… —…a primeira
coisa que eu vou te dizer… —Não, desculpa, desculpa…
…a primeira coisa que eu vou te dizer: não me chama
de louco. Não, desculpa, desculpa, foi uma forma de
expressar forte. Sim. O que acontece é que não…
não corresponde. Eu não estou justificando, mas
espera. É que você pode… se quiser, você
pode me deixar terminar o argumento. —Sim, fala
o que você quiser, desculpa. —Sim. …de um estupro
brutal, ele disse. O que eu estou dizendo é que
todos os estupros são brutais, todos. Todos,
todos, todos, todos, todos, todos, todos. Mas,
o menino que está aí tem que pagar essa brutalidade
com a morte?
Essa é a pergunta. —Não, porque aí a mãe...
—E a mãe?
—Não, porque a mãe não pode decidir. —Que
que a mãe o quê?
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Original transcript (Spanish)
...tenía por años. —¿Y entonces? ¿Me estás diciendo que esa violación la salvó? —No, yo lo que estoy diciendo... ...yo lo que estoy diciendo, que testimonios de mujeres que yo conozco... ...que han dicho: "Mira, esta
guagua me sacó de... ...un infierno". —¡No, estás loco! —Bueno... bueno, pero mira, lo primero... —O sea, ¿gracias a... ...gracias a esa violación salí de un infierno?
—Lo primero que te voy a decir... —...lo primero que te voy a decir... —No, perdona, perdona... ...lo primero que te voy a decir: no me digas loco. No, perdona, perdona, fue una forma de expresarlo fuerte. Sí. Lo que pasa es que no...
no corresponde. Yo no estoy justificando, pero espérate. Es que me puedes... si quieres me puedes dejar terminar el argumento. —Sí, habla lo que quieras, perdona. —Sí. ...de una violación brutal, dijo. Yo lo que estoy diciendo es que
las violaciones todas son brutales, todas. Todas, todas, todas, todas, todas, todas, todas. Pero, ¿el niño que está ahí tiene que pagar esa brutalidad con la muerte? Esa es la pregunta. —No, porque ahí la madre...
—¿Y la madre? —No, porque la madre no puede decidir. —¿Qué la madre qué?