Transcript · Spanish → Portuguese
Public Outcry Over Safety Concerns
Não saio à noite. Quero voltar sozinha e bêbada para a minha
casa.
Irene Montero, quero voltar sozinha e bêbada.
Porque é que não posso?
Hã? Os meus filhos não vão à escola. Não vão à escola
porque tenho medo. E o meu medo não é subjetivo.
Tenho todo o direito do mundo de sentir medo.
Esta não é a normalidade que eu tinha. Ia caminhar até à barragem.
Já não posso ir à barragem. Ia à praia.
Não posso descer a nenhuma praia, nem à do trampolim, nem à da
Almadraba, nem à do Chorrillo, a nenhuma.
Que direito? Que direito é esse? Estão a tirar-me coisas em Ceuta:
a feira, o mercado medieval, os parques infantis, por
insegurança. E estão a dizer-me que aqui há
segurança.
Contradizem-se a vocês mesmos. São contraditórios, são
incoerentes, são uns mentirosos e uns traidores e
uns delinquentes que deviam estar todos presos.
Somos a vergonha do mundo por vossa culpa!
Bravo.
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Original transcript (Spanish)
Yo no salgo de noche. Yo quiero volver sola y borracha a mi casa. Irene Montero, quiero volver sola y borracha. ¿Por qué no puedo? ¿Eh? Mis hijos no van al colegio. No van al colegio
porque tengo miedo. Y mi miedo no es subjetivo. Tengo todo el derecho del mundo a sentir miedo. Esta no es la normalidad que yo tenía. Yo me iba al pantano a andar. Ya no puedo ir al pantano. Yo me iba a la playa. No puedo bajar a ninguna playa, ni a la del trampolín, ni a la de la
Almadraba, ni a la del Chorrillo, a ninguna. ¿Qué derecho? ¿Qué derecho a ese? Me estáis quitando cosas en Ceuta: la feria, el mercado medieval, los parques infantiles, por inseguridad. Y me estáis diciendo que aquí hay seguridad.
Os contradecís vosotros mismos. Sois contradictorios, sois incoherentes y sois unos mentirosos y unos traidores y unos delincuentes que deberíais estar todos presos. ¡Somos la vergüenza del mundo por vuestra culpa! Ole.