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The Economics of War in America
Os americanos vêm perdendo guerras nas últimas décadas, e não houve
consequência alguma. Os EUA perderam no Vietnã.
Perderam no Afeganistão. O Iraque se tornou um desastre.
Mas aqui está a parte estranha, nada aconteceu.
Ninguém importante foi demitido.
Nenhum império ruiu. Washington simplesmente passou para a próxima guerra,
e isso deveria ser
impossível, a menos que estivéssemos fazendo a pergunta errada
esse tempo todo.
Talvez os EUA não sejam ruins na guerra. Talvez a guerra esteja fazendo exatamente o que
deve fazer. É preciso seguir o dinheiro,
e ele leva a um só lugar, aos
bairros nos arredores de Washington, D.C., Fairfax, Loudoun e Alexandria.
Eles estão entre as áreas mais ricas de todos os EUA.
E eis a pergunta, o que produzem lá?
Nada de petróleo, fábricas ou gigantes da tecnologia, nada.
Apenas prédios de escritórios cheios de empresas de defesa e contratadas de guerra.
Esse é o produto, a própria guerra.
Os Estados Unidos perderam no Vietnã, esses bairros ficaram mais ricos.
Os Estados Unidos perderam no Afeganistão, eles ficaram mais ricos de novo.
Cinquenta anos de guerras perdidas, cinquenta anos de mansões crescendo.
Porque eis o truque que quase ninguém vê: um míssil não é como um tanque
ou um jato. Você o dispara uma vez, e ele se vai.
Cada disparo cria um novo pedido. Agora veja como esse jogo se desenrolou no
Irã.
Em certo momento, os Estados Unidos dispararam onze mísseis Patriot só
para parar um
único míssil iraniano. Cada Patriot custa quatro milhões de dólares.
Já o míssil iraniano, custa uma fração disso.
No campo de batalha, essa é uma troca terrível,
mas na sala de reuniões, isso são onze
novas encomendas, quarenta e quatro milhões de dólares em apenas uma
tarde.
Os Estados Unidos dispararam mais de oitocentos e cinquenta Tomahawks nesta guerra, mais do que
qualquer campanha da história, por até três milhões e meio de dólares
cada um, e
cada um deles agora precisa ser fabricado de novo pelas mesmas empresas.
Essa é a beleza do negócio. O cliente sempre volta.
O mercado de ações também entendeu isso imediatamente.
No primeiro dia de negociações após as bombas caírem,
as ações das fabricantes de armas avançaram
vertiginosamente. Então, o Pentágono ordenou às suas
fabricantes que quadruplicassem a produção.
Depois veio o orçamento, um trilhão e meio de dólares solicitados para o
próximo ano,
o maior aumento da história dos Estados Unidos.
Mas aqui está o detalhe que deveria tirar seu sono.
Em janeiro, um mês antes de esta guerra começar,
a Lockheed Martin assinou um
acordo para quadruplicar a produção de interceptores THAAD, exatamente os
mísseis que logo seriam disparados às centenas sobre o Golfo.
Então, a ordem para reabastecer os estoques foi assinada antes mesmo do primeiro disparo.
Coincidência? Talvez. Mas um especialista de Wall Street admitiu a
verdade
em voz alta. Ele disse que o maior perigo para essas
empresas não é perder uma guerra,
é a paz. No momento em que começam as negociações de paz, suas ações começam a cair.
Agora pense no que isso significa. Há uma máquina de um trilhão de dólares cujo pior
cenário é que os combates parem. Ela não precisa que os Estados Unidos vençam.
Vencer encerra o contrato. Ela só precisa que os Estados Unidos continuem atirando.
E isto não é uma teoria da internet.
Um general cinco estrelas alertou sobre isso, Dwight Eisenhower, o presidente, em seu
discurso de despedida, em mil novecentos e sessenta e um.
Ele próprio lhe deu esse nome, o complexo industrial-militar.
O complexo industrial-militar.
Ele disse que um dia isso poderia sequestrar o país.
Essa previsão foi feita há 65 anos, então não importa muito os EUA perderem guerras
porque as guerras nunca foram o produto,
as faturas da guerra, sim.
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Original transcript (English)
Americans have been losing wars for the past few decades, and there have been no consequences whatsoever. America lost in Vietnam. It lost in Afghanistan. Iraq became a disaster. But here is the strange part, nothing happened. Nobody important got fired.
No empire collapsed. Washington just moved on to the next war, and that should be impossible, unless we have been asking the wrong question this whole time. Maybe America isn't bad at war. Maybe the war is doing exactly what it's
supposed to do. You need to follow the money, and it leads to one place, the neighborhoods around Washington, D.C., Fairfax, Loudoun, and Alexandria. They are some of the richest areas in all of America. And here's the question, what do they produce there?
No oil, no factories, no tech giants, nothing. Just office buildings full of defense companies and war contractors. That's the product, the war itself. America lost in Vietnam, these neighborhoods got richer. America lost in Afghanistan, they got richer again.
Fifty years of lost wars, fifty years of growing mansions. Because here's the trick almost nobody sees, a missile is not like a tank or a jet. You fire it once, and it's gone. Every single shot creates a new order. Now watch how this game played out in Iran.
At one point, America fired eleven Patriot missiles just to stop one single Iranian missile. Each Patriot costs four million dollars. The Iranian missile, on the other hand, costs a fraction of that. On the battlefield, that's a terrible trade,
but in the boardroom, that's eleven fresh orders, forty-four million dollars in just one afternoon. America fired over eight hundred and fifty Tomahawks in this war, more than any campaign in history, at up to three and a half million dollars
each, and every single one now has to be built again from the same companies. That's the beauty of the business. The customer always comes back. The stock market also understood this immediately. The first day of trading when the bombs fell,
weapon companies' stocks shot up. Then the Pentagon ordered its weapons makers to quadruple production. Then came the budget, one and a half trillion dollars requested for next year,
the biggest jump in American history. But here's the detail that should keep you up at night. In January, one month before this war began, Lockheed Martin signed a deal to quadruple production of THAAD interceptors, the exact
missile that would soon be fired in hundreds over the Gulf. So the order to refill the shelves was signed even before the first shot was fired. Coincidence? Maybe. But one Wall Street expert admitted the truth out loud. He said the biggest danger to these
companies isn't losing a war, it's peace. The moment peace talks begin, their stocks start falling. Now think about what that means. There is a trillion-dollar machine whose worst case scenario is that the fighting stops. It doesn't need America to win. Winning ends the contract. It just needs America to keep shooting.
And this isn't some internet theory. A five-star general warned about it, Dwight Eisenhower, the president, in his farewell speech in nineteen sixty-one. He named it himself, the military-industrial complex. The military-industrial complex.
He said one day it could hijack the country. This prediction was sixty-five years ago, so America losing wars doesn't really matter because the wars were never the product, the war invoices were.