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Understanding Responsibility and Victimhood
acharem que estão magoados, tristes, frustrados, estão
com raiva por causa de uma circunstância, uma pessoa, uma
situação. Isso é culpa e julgamento, o que eu entendo perfeitamente.
Tenho compaixão por isso. Já passei por isso muitas vezes,
mas sei que é
aprender a assumir total responsabilidade.
Ou você é uma vítima ou é cem por cento responsável pela sua vida.
É um interruptor de liga e desliga.
E quem estiver ouvindo e pensar: “Mas perdi meu emprego, e isso estava totalmente
fora do meu controle. Eu apareci, fiz tudo de acordo com os meus critérios,
e fui demitido.”
É por isso que isso é tão profundo. Estou falando da responsabilidade
da alma.
Estou falando do nível da sua essência, não da sua experiência humana.
No mundo de causa e efeito, se, por algum motivo, Deus me livre,
não que eu queira desejar isso
sobre nós, tipo, um meteoro atingiu este prédio, estamos sob o efeito disso e somos
vítimas disso? Sim, pode-se dizer que sim.
Sim.
Então, entendo. E a natureza do desenrolar da vida,
tudo está
interligado e, por quaisquer razões, neste momento, a vida não poderia ser
diferente, porque não é. E então não vou lutar contra a vida,
porque isso
significaria que acho que sei como as coisas deveriam ser.
Então, a parte da responsabilidade está na essência mais profunda de quem somos.
Então sou atingido por um carro. No mundo manifesto da experiência humana
tridimensional, ele, em termos legais, está
em falta. É aí que os humanos se prendem à conversa sobre
bom, mau, certo, errado,
culpa.
Uhum.
O que estou dizendo é que, pelo simples fato de algo acontecer, eu
tem que ser responsável, porque isso é o que minha alma escolheu.
É.
É uma responsabilidade profunda, intensa, assumir a
responsabilidade. A pessoa que perdeu, em primeiro lugar, não perdeu o
emprego,
porque até a palavra "perdeu" cria uma mentalidade de vítima.
—
Uhum.
Não. E se eu dissesse que, em seis semanas, você consegue um emprego
que lhe paga
o dobro, numa região da cidade que você adora, e que, seis meses depois,
você
se apaixona por uma pessoa que trabalha naquele prédio?
Uhum.
Esse é o seu futuro. Você diria: "Ainda bem que fui demitido."
Pois é.
Entende? O mesmo acontecimento, outra história, por causa de como ele é
percebido.
Pois é.
Então, trata-se da maneira como as pessoas não aceitam o desenrolar
da vida, e por isso vivem em constante resistência,
o que, por si só, faz parte do
sofrimento.
É.
Sei que isso pode parecer um pouco avassalador, mas ameniza qualquer sensação de vitimização
ou até de controle, e realmente nos permite meio que aceitar
e nos entregar mais.
Nós dois participamos de bom grado do desenrolar da vida, mas somos cocriadores
dela. Mas também, em certo nível, não existe escolha
legítima, porque todas as escolhas são feitas com base no condicionamento.
E é por isso que esse jogo é tão sedutor.
Porque, na verdade, estamos gerando a nossa própria experiência,
ainda que inconscientemente,
por causa da forma como fomos programados, que é um subproduto da história que
vivemos, geralmente repleta de traumas
com os quais ainda não fizemos as pazes.
Uhum.
É preciso uma quantidade descomunal de sabedoria, experiência e maturidade
para não ficar à mercê da vida. A maioria das pessoas, até superar suas
limitações, sempre vai estar no papel de vítima.
É sempre por causa de alguma outra coisa.
Como dizem os jovens, você está brilhando agora, Peter.
Você está brilhando.
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Original transcript (English)
be under the impression that they're hurt, they're sad, they're frustrated, they're angry because of a circumstance, a person, a situation. That's blame and judgment, which I totally get. I have compassion for. I've been there plenty of times myself, but I know it's
learning to be fully responsible. You're either a victim or 100% responsible for your life. It's an on/off switch. What about someone listening who's like, "But I lost my job and it was totally out of my control. I showed up, I did everything in my criteria,
and they fired me." So this is why it gets so deep. I'm talking about the responsibility of the soul. I'm speaking from the level of your essence, not your human experience. In the world of cause and effect, if for some reason, God forbid,
not to wish it upon us, like, a meteor hit this building, are we at the effect of and are we victims of that? Yes, you could say that. Yes. So I understand. And the nature of the unfolding of life,
everything's interconnected, and for whatever reasons, at this moment, life could not be different, because it isn't. And so I'm not gonna fight life, because that would mean that I think I know how things should be.
So the responsibility part is at the deepest essence of who we are. So I get hit by a car. In the manifest world of the human three-dimensional experience, he, in legal terms, is at fault. That's where humans get caught up in their good, bad, right, wrong,
fault conversation. Mm-hmm. What I'm speaking from is by virtue of anything happening, I must be responsible, because this is what my soul signed up for. Yeah.
It's a deep, profound accountability, ownership responsibility. The, the person who lost their job, first of all, didn't lose their job, 'cause even the word lost creates victimhood.
Mm-hmm. No. What if I told you that in six weeks you get hired for a job that pays you twice as much in an area of town that you love, that six months after that you
fall in love with a person who works in that building? Mm-hmm. That's your future. They'd be like, "I'm so glad I got laid off." Right. Do you see? Same event, different story because of how it's
perceived. Right. So it's about the way that people don't accept the unfolding of life, and so they're in constant resistance, which itself is part of the
suffering. Yeah. I know it can seem a little overwhelming, but it mitigates any kind of feeling of victimhood or even control, and it really allows us to sort of acquiesce and lean more into surrender.
We're both willing participants in the unfolding of life, but co-creators in it. But also, at one level, there's no such thing as legitimate choice, 'cause choices are all being made on conditioning. And that's why this game is so seductive. Because really, we're generating our own experience,
albeit unconsciously, because of the way we're programmed, which is a by-product of the history we've had, which is typically littered with traumas that we still haven't reconciled. Mm-hmm.
It takes an inordinate amount of wisdom, experience, maturity to not be at the effect of life. Most people, until they get beyond their constraints, are always gonna be in victim mode. It's always because of something else. As the young ones say, you're cooking right now, Peter.
You're cooking.