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Analysis of Political Hegemony and Change
Algo histórico está acontecendo em todo o Ocidente,
e a imprensa tradicional
não consegue ver porque a imprensa faz parte do que está desmoronando.
Povos aos quais disseram por quarenta anos que não tinham nada em comum estão
convergindo. Americanos, franceses, italianos, dinamarqueses,
britânicos, holandeses, línguas diferentes, histórias diferentes e a
mesma conclusão alcançada ao mesmo tempo.
Todos viram a mesma coisa atuando em seus próprios países, o que os franceses
chamam de islamoesquerdismo, a aliança entre a esquerda radical e
o islã político, e todos eles estão dizendo não.
Para entender por que sua hegemonia está perto do colapso total, é preciso
usar o próprio conceito deles. Hegemonia vem de Antonio Gramsci,
o marxista italiano que entendia que o poder não se baseia na força.
Baseia-se no consentimento, no fato de as pessoas aceitarem uma visão de mundo como
óbvia, como a única respeitável.
É por isso que a esquerda passou cinquenta anos no que um ativista alemão chamou de
longa marcha pelas instituições.
Universidades, redações, editoras, ministérios da Cultura.
Controle a narrativa e controlará o país.
Mas a hegemonia tem uma fraqueza que o próprio Gramsci compreendia.
Ela morre no momento em que o consentimento morre, e o consentimento está morrendo
em toda parte, ao mesmo tempo. Eles estão perdendo a guerra da mídia.
Nos anos setenta, cerca de 70% dos americanos
confiavam na grande
mídia. Hoje, é menos de um terço.
Na França, a diferença entre o que dizem os telejornais
e o que as pessoas veem na própria
rua virou piada. Os guardiões perderam o portão.
Um engenheiro com um celular agora alcança mais pessoas do que um noticiário noturno
na TV. O monopólio da narrativa, a base de todo o edifício,
acabou, e a realidade está concluindo o trabalho.
Olhe para a França. Um movimento que começou em escolas terminou em
dezessete de outubro,
com prefeituras invadidas, a Prefeitura de Limoges em chamas
e saques por toda Marselha, enquanto a esquerda radical culpava a polícia.
Os franceses viram com os próprios olhos sem filtro.
As pesquisas de hoje mostram o candidato da esquerda radical perdendo um segundo turno presidencial por
aproximadamente dois a um. Você pode desconstruir um texto.
Não pode desconstruir uma prefeitura em chamas.
Então vem o golpe do qual jamais poderão se recuperar, a abundância.
O coletivismo sempre foi uma política de escassez.
Toda a sua lógica é que o bolo é fixo, logo, o ganho de alguém é
roubo de outro, então o Estado deve tomar e redistribuir, racionar
e controlar. Por isso, sua forma mais recente é o decrescimento.
Os planejadores precisam da escassez como o fogo precisa de oxigênio.
O que está sendo construído agora torna essa lógica obsoleta.
A IA está derrubando o custo da inteligência.
A robótica está prestes a derrubar o custo do trabalho.
Foguetes reutilizáveis já reduziram drasticamente o custo de chegar ao espaço.
Elon Musk e milhares de construtores como ele provam todos os dias que o
bolo não é fixo. Ele pode crescer mais rápido do que qualquer um imaginou.
Num mundo de abundância, a inveja perde força, e o planejador
perde sua desculpa. E a IA faz mais uma coisa.
Ela acaba com a opacidade. Quando qualquer cidadão pode rastrear o dinheiro público
em minutos, as redes que agem nas sombras não terão mais onde
se esconder.
Então, o que vem a seguir? Duas coisas, nesta ordem.
Primeiro, a responsabilização, e é aqui que temos de ser melhores do que eles.
Não haverá expurgos nem listas, e ninguém será processado por
ter se enganado. Estar errado não é crime, e jamais
nos tornaremos aquilo contra o que lutamos. Mas corrupção agravada é crime.
Dinheiro público desviado para redes, fraude, abuso de poder,
tudo isso deve ser investigado, comprovado e julgado um por
um, por tribunais independentes, com provas, devido processo legal e a
presunção de inocência. Não prendemos pessoas por suas ideias.
Prendemos pessoas por roubar. Essa é toda a diferença
entre uma civilização livre e os regimes aos quais nos opomos.
Segundo, a reunificação do Ocidente.
Isso não significa outro império supranacional administrado por funcionários não eleitos,
que é o modelo que fracassou. Significa um Ocidente de fortes nações soberanas
que escolhem trabalhar juntas.
Acordos entre países que controlam suas fronteiras,
produzem sua própria energia,
desenvolvem sua própria IA e se defendem, e que comercializam e cooperam
como iguais porque compartilham os mesmos fundamentos, o indivíduo
livre, o Estado de Direito, o direito de construir.
Os herdeiros de Gramsci passaram cinquenta anos conquistando as instituições.
Eles as estão perdendo em cinco anos porque esqueceram que a hegemonia só
dura enquanto a realidade coopera.
A realidade deixou de cooperar.
Agora é a nossa vez de construir.
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Original transcript (English)
Something historic is happening across the West, and the legacy press can't see it because the press is part of what is collapsing. Peoples who were told for forty years that they had nothing in common are converging. Americans, French, Italians, Danes,
British, Dutch, different languages, different histories, and the same conclusion reached at the same time. They have all seen the same thing at work in their own countries, what the French call Islamo gauchisme, the alliance between the radical left and political Islam, and they are all saying no.
To understand why their hegemony is close to total collapse, you have to use their own concept. Hegemony comes from Antonio Gramsci, the Italian Marxist who understood that power doesn't rest on force. It rests on consent, on people accepting a worldview as obvious, as the only respectable one.
That's why the left spent fifty years on what one German activist called the long march through the institutions. Universities, newsrooms, publishing houses, cultural ministries. Own the narrative, and you own the country. But hegemony has a weakness Gramsci himself understood.
It dies the moment consent dies, and consent is dying everywhere at once. They are losing the media war. In the nineteen seventies, around seventy percent of Americans trusted the mass media. Today, it's less than a third.
In France, the gap between what the TV news says and what people see on their own street has become a joke. The gatekeepers lost the gate. An engineer with a phone can now reach more people than an evening news broadcast. The monopoly on the narrative, the foundation of the whole
edifice, is gone, and reality is finishing the job. Look at France. A movement that started in high schools ended on October seventeenth with city halls stormed, Limoges City Hall burning and looting across Marseille while the radical left blamed the police.
The French saw it with their own eyes without a filter. Today's polls show the radical left's candidate losing a presidential runoff by roughly two to one. You can deconstruct a text. You can't deconstruct a burning city hall. Then comes the blow they can never recover from, abundance.
Collectivism has always been a politics of scarcity. Its whole logic is that the pie is fixed, so someone's gain is someone else's theft, so the state must take and redistribute, ration, and control. That's why its latest form is degrowth. Planners need scarcity the way fire needs oxygen.
What is being built right now makes that logic obsolete. AI is collapsing the cost of intelligence. Robotics is about to collapse the cost of labor. Reusable rockets have already slashed the cost of reaching space. Elon Musk and thousands of builders like him are proving every day that the
pie is not fixed. It can grow faster than anyone imagined. In a world of abundance, envy loses its grip, and the planner loses his excuse. And AI does one more thing. It ends opacity. When any citizen can trace public money in minutes, the networks that live in the dark have nowhere left to
hide. So what comes next? Two things in this order. First, the reckoning, and this is where we have to be better than them. There will be no purges and no lists, and nobody will be prosecuted for having been wrong. Being wrong is not a crime, and we will never
become what we fought. But aggravated corruption is a crime. Public money diverted to networks, fraud, abuse of office, those must be investigated, proven, and judged one by one by independent courts with evidence, due process, and the presumption of innocence. We don't jail people for their ideas.
We jail people for stealing. That difference is the whole difference between a free civilization and the regimes we oppose. Second, the reunification of the West. That doesn't mean another supranational empire run by unelected officials, which is the model that failed. It means a West of strong sovereign
nations that choose to work together. Agreements between countries that control their borders, produce their own energy, build their own AI, and defend themselves, and that trade and cooperate as equals because they share the same foundations, the free
individual, the rule of law, the right to build. Gramsci's heirs spent fifty years winning the institutions. They are losing them in five because they forgot that hegemony only lasts as long as reality cooperates. Reality has stopped cooperating.
Now it's our turn to build.