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En août, donc il y a moins d’un mois, le ministre de la Défense du Pakistan, un homme
appelé Kawaja Asif, a posté ceci sur ses réseaux sociaux.
Plus de la moitié des hauts bureaucrates du Pakistan achètent des biens au Portugal
en utilisant de l’argent provenant d’activités illicites et en utilisant ce procédé pour blanchir de l’argent corrompu.
Ce n’était pas le Diable, ce n’était pas le Correio da Manhã, c’était le ministre de la Défense du Pakistan.
La BBC a publié le scandale, El País a publié le scandale, Lamont a publié le scandale
et il existe même une page Wikipédia consacrée à ce scandale.
Il n’y a eu qu’un seul pays, d’après l’inspecteur général, où aucun média n’a parlé
de cela.
C’était un pays, vous savez lequel c’était ?
C’était le Portugal.
Et savez-vous ce que le gouvernement portugais a dit sur ce scandale international de blanchiment
d’argent à l’intérieur de nos frontières ?
Le deuxième inspecteur général n’a rien dit, il n’a absolument rien dit.
Docteur António Ferreira Santos, la moitié de l’appareil bureaucratique pakistanais, ce sont 11 000
personnes.
11 000 personnes qui sont censées être en train de blanchir de l’argent dans notre pays et il n’y a pas un journal,
une radio, une télévision, un seul homme politique qui en parle.
Voici mes questions.
L’Inspection générale est-elle au courant de cela ?
Si elle ne l’est pas, pourquoi ne l’est-elle pas ?
Si elle l’est, qu’est-ce qu’elle a déjà fait ou qu’entend-elle faire ?
Si elle ne l’a pas encore fait, qu’est-ce qu’elle va faire ?
Et j’aimerais aussi savoir si, à votre avis, il existe une raison pour laquelle ces députés ne veulent pas
que des gens connaissent, que le pays ne connaisse pas, pour que onze mille Pakistanais corrompus soient
en train de diriger ce pays du nord au sud du pays, à blanchir de l’argent et que personne ne dise un mot
que ce soit ?
Pas un seul mot ?
Et la question que beaucoup de Portugais se posent est de savoir si, au lieu de vaches sacrées, nous avons maintenant
des Pakistanais sacrés dans ce pays ?
Merci beaucoup, Monsieur le
Président.
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Original transcript (Portuguese)
Em agosto, por isso há menos de um mês atrás, o Ministro da Defesa do Paquistão, um homem chamado Kawaja Asif, postou isto nas suas redes sociais. Mais de metade dos altos burocratas do Paquistão estão a comprar propriedades em Portugal usando dinheiro de atividades ilícitas e a usar este processo para lavar dinheiro corrupto. Isto não foi o Diabo, não foi o Correio da Manhã, foi o Ministro da Defesa do Paquistão.
A BBC publicou o escândalo, o El País publicou o escândalo, o Lamont publicou o escândalo e até existe uma página na Wikipédia dedicada a este escândalo. Só houve um país, segundo o Inspetor-Geral, onde nem um meio de comunicação social falou sobre isto. Foi um país, sabe qual foi?
Foi Portugal. E sabe o que é que disse o Governo português sobre este escândalo internacional de lavagem de dinheiro dentro das nossas fronteiras? O segundo Inspetor-Geral não disse nada, não disse absolutamente nada. Doutor António Ferreira Santos, metade do corpo burocrático paquistanês são 11 mil
pessoas. 11 mil pessoas que alegadamente estão a lavar dinheiro no nosso país e não há um jornal, uma rádio, uma televisão, um político a falar nisto. As minhas perguntas são estas. A Inspeção-Geral tem conhecimento disto?
Se não tem, porquê que não tem? Se tem, o que é que já fez ou pretende fazer? Se ainda não fez, o que é que vai fazer? E gostava também de saber se a seu ver existe alguma razão que estes deputados não querem que conheçam, que o país não conheçam, para 11 mil paquistaneses corruptos estarem
a correr este país de norte a sul do país a lavar dinheiro e ninguém diz uma palavra que seja? Uma palavra que seja? E a pergunta que muitos portugueses fazem é se em vez de vacas sagradas agora temos paquistaneses sagrados neste país?
Muito obrigado, Sr. Presidente.