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Vamos agora para perto de Vienne, no Isère, onde os agentes alfandegários intercetaram uma quantidade importante de cocaína, mais de uma tonelada de droga escondida em sacos de terra para plantas.
Uma apreensão que confirma que a França se tornou realmente um ponto de passagem para os traficantes entre Portugal e o Norte da Europa.
Baptiste Guenet, Lino Vial e Vincent Abelaneda.
Ao rasgarem estes sacos cheios de terra, os agentes alfandegários também viram cair ao chão estes tijolos amarelos e vermelhos com cocaína no interior.
No dia 23 de março passado, um camião proveniente de Portugal e com destino aos Países Baixos é inspecionado na autoestrada A7, a sul de Vienne.
E muito rapidamente, os agentes alfandegários ficam com suspeitas.
Uma matrícula neerlandesa, dois condutores a bordo, um camião que não é um camião-frigorífico.
Pronto, isso chama um pouquinho a atenção.
Eles sobem na carreta e veem 26 big bags de terra, de fato.
Então realmente não tem nenhum interesse econômico fazer esse transporte.
Ao sondarem os sacos, eles descobrem 998 tijolos de cocaína, quase uma tonelada e duzentos quilos por um valor de revenda estimado.
Havia mais ou menos 76 milhões de euros em produtos, e o número certamente está subestimado em relação à realidade, na venda a varejo.
Essa cocaína seria cortada três ou quatro vezes e, portanto, estamos falando de centenas de milhões sem nenhuma dúvida.
Os dois motoristas, holandeses de origem turca, são presos com um 3º homem encontrado escondido na cabine do caminhão.
Nos últimos anos, os produtores sul-americanos de cocaína estão a inundar o mercado europeu.
Segundo os funcionários da alfândega, os portos do norte da Europa são hoje mais vigiados, por isso é mais difícil fazer a mercadoria passar por lá.
Mas os traficantes adaptam-se. A alfândega interceta cada vez mais cocaína proveniente da Península Ibérica.
Portanto, depois de os contentores vindos da América do Sul terem dado várias voltas ao mundo a bordo de diferentes navios e porta-contentores,
vemos estes contentores a proliferar nos portos do sul da Europa e a serem encaminhados por vias rodoviárias e autoestradas em camiões de mercadorias com destino à França e ao norte da Europa.
Para transportar a droga, os traficantes não faltam à engenhosidade. Eles usam, por exemplo, submarinos para atravessar o Atlântico.
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Original transcript (French)
Partons maintenant près de Vienne, en Isère, où les douaniers ont intercepté une quantité importante de cocaïne, plus d'une tonne de drogue dissimulée dans des sacs de terreau. Une saisie qui confirme que la France est bien devenue un point de passage pour les trafiquants entre le Portugal et l'Europe du Nord. Baptiste Guenet, Lino Vial et Vincent Abelaneda. En éventrant ces sacs remplis de terre, les douaniers ont aussi vu tomber au sol ces briques jaunes et rouges avec à l'intérieur de la cocaïne. Le 23 mars dernier, un camion en provenance du Portugal et à destination des Pays-Bas est contrôlé sur l'autoroute A7 au sud de Vienne.
Et très vite, les douaniers ont des soupçons. Une plaque néerlandaise, deux chauffeurs à bord, un camion qui n'est pas un camion-frigo. Voilà, ça attire un petit peu l'attention. Ils montent à bord de la remorque et ils voient 26 big bags du terreau, effectivement. Donc ça n'a vraiment aucun intérêt économique de faire ce transport.
En sondant les sacs, ils y découvrent 998 pins de cocaïne, près d'une tonne et 200 kilos pour une valeur à la revente estimée. Il y avait à peu près pour 76 millions d'euros de produits et le chiffre est certainement minoré par rapport à la réalité, à la vente au détail. Cette cocaïne allait être coupée à trois ou quatre reprises et donc on est sur des centaines de millions sans aucun doute. Les deux chauffeurs, des néerlandais d'origine turque, sont arrêtés avec un 3e homme découvert caché dans la cabine du camion. Ces dernières années, les producteurs sud-américains de cocaïne inondent le marché européen.
Selon les douaniers, les ports d'Europe du Nord sont aujourd'hui plus surveillés, plus difficile donc d'y faire passer la marchandise. Mais les trafiquants s'adaptent. La douane intercepte de plus en plus de cocaïne en provenance de la péninsule ibérique. Donc après que les containers en provenance de l'Amérique du Sud aient fait un certain nombre de fois le tour du monde à bord de divers bateaux et de portes containers, on les voit fleurir dans les ports du sud de l'Europe et être acheminés par vecteurs routiers et autoroutiers sur des poids lourds à destination de la France et de l'Europe du Nord. Pour acheminer la drogue, les trafiquants ne manquent pas d'ingéniosité. Ils utilisent par exemple des sous-marins pour traverser l'Atlantique.