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Future of Work with Humanoid Robots
Imagine uma força de trabalho que nunca dorme, sem fins de semana, sem
feriados, sem fim de turno. Agora imagine dez bilhões deles.
deles.
Isso não é pura ficção científica. Em dois mil e vinte e quatro,
Elon Musk previu pelo menos dez bilhões de robôs humanoides até
dois mil e quarenta, cada um custando cerca de vinte mil
dólares.
Hoje, não chegamos nem perto disso. Em dois mil e vinte e cinco,
até os fabricantes mais ativos entregavam humanoides aos milhares.
Analistas da Morgan Stanley esperam algo mais próximo de um bilhão até
dois mil e cinquenta. Mas vamos levar o número mais ousado
a sério
e levá-lo até o fim.
Dez bilhões são mais robôs do que há de pessoas na Terra, mais
de seis para cada carro no planeta.
E, ao contrário de nós, eles nunca precisam dormir.
Cerca de três bilhões e meio de pessoas trabalham para viver.
Juntos, dedicamos aproximadamente sete trilhões de horas de
trabalho por ano.
Dez bilhões de robôs funcionando 24 horas por dia acrescentariam mais de
oitenta trilhões. Isso é mais de dez vezes todo o trabalho que
a humanidade realiza
hoje, todos os anos.
Então, o que toda essa mão de obra poderia fazer? As fazendas poderiam ser cuidadas planta por planta,
dia e noite. As fábricas poderiam funcionar sem luz,
construindo
casas, painéis solares e ainda mais robôs.
O cuidado com os idosos poderia estar disponível para todos, não apenas para aqueles que podem
pagá-lo. E os trabalhos mais perigosos em minas, no
mar, em zonas de desastre, até em outros mundos, poderiam ser entregues
às máquinas.
Economistas chamariam isso de fim da escassez de mão de obra.
Quando o trabalho se torna quase gratuito, o custo de tudo que é produzido pelo trabalho começa
a
cair: alimentos, moradia, assistência médica,
energia. A economia global poderia crescer a um ritmo que nenhuma
civilização jamais viu.
Mas um mundo tão produtivo levanta enormes questões.
Mesmo com algumas centenas de watts cada, dez bilhões de robôs funcionando
sem parar precisariam de tanta eletricidade quanto o mundo inteiro
usa hoje. Construí-los custaria cerca de dois
centos
trilhões de dólares. Isso equivale a quase dois anos de toda a
produção econômica
mundial. E se as máquinas puderem fazer quase qualquer trabalho,
o que acontecerá aos bilhões de pessoas que ganham a vida trabalhando?
A história diz que novas tecnologias criam novos empregos, mas nenhuma
tecnologia anterior foi capaz de fazer quase todos eles.
A verdadeira questão não é se os robôs podem fazer o trabalho, mas quem
os possui e quem participa do que eles produzem.
Semanas de trabalho mais curtas, dividendos dos robôs, uma renda básica universal
renda, ideias que antes estavam à margem poderiam passar ao
centro de
todo debate.
Se acertarmos, dez bilhões de mãos incansáveis poderiam nos libertar
do
trabalho que nunca quisemos fazer e nos dar tempo para o que só nós podemos
fazer: criar, explorar e cuidar uns dos outros.
As máquinas trabalhariam ininterruptamente, e, pela primeira vez na história,
nosso tempo poderia ser realmente nosso.
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Original transcript (English)
Imagine a workforce that never sleeps, no weekends, no holidays, no end of shift. Now imagine ten billion of them. This isn't pure science fiction. In two thousand twenty-four, Elon Musk predicted at least ten billion humanoid robots by
two thousand forty, each costing around twenty thousand dollars. Today, we're nowhere near that. In two thousand twenty-five, even the busiest manufacturers shipped humanoids by the thousands. Analysts at Morgan Stanley expect closer to one billion by
two thousand fifty. But let's take the boldest number seriously and follow it all the way through. Ten billion is more robots than there are people on Earth, more than six for every car on the planet.
And unlike us, they never need to sleep. Around three and a half billion people work for a living. Together, we put in roughly seven trillion hours of work a year. Ten billion robots running twenty-four/seven would add more than
eighty trillion. That's over ten times all the work humanity does today, every single year. So what could all that labor do? Farms could be tended plant by plant, day and night. Factories could run with the lights off,
building homes, solar panels, and even more robots. Care for the elderly could be there for everyone, not just for those who can afford it. And the most dangerous jobs in mines, at sea, in disaster zones, even on other worlds, could be handed
to machines. Economists would call it the end of labor scarcity. When work becomes almost free, the cost of everything made by work begins to fall: food, housing, healthcare,
energy. The global economy could grow at a pace no civilization has ever seen. But a world this productive raises enormous questions. Even at a few hundred watts each, ten billion robots running nonstop would need about as much electricity as the entire
world uses today. Building them would cost around two hundred trillion dollars. That's nearly two years of the whole world's economic output. And if machines can do almost any job,
what happens to the billions of people who earn their living by working? History says new technology creates new jobs, but no technology before has been able to do nearly all of them. The real question isn't whether robots can do the work, it's who owns them and who shares in what they make.
Shorter work weeks, robot dividends, a universal basic income, ideas once at the fringe could move to the center of every debate. If we get it right, ten billion tireless hands could free us
from the work we never wanted to do and give us time for what only we can do: to create, to explore, to care for each other. The machines would work around the clock, and for the first time in history, our time could truly be our own.