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The Marketing of Beauty and Love
Aff, olha para ela. Ela nem se depilou. Que nojo.
Nojo? Quem decidiu isso?
Ninguém decidiu. Simplesmente é.
Simplesmente é, desde exatamente 1915.
O que quer dizer?
Veja isto.
Antes de 1915, nenhuma mulher se depilava. Pelos corporais eram normais,
e ninguém pensava duas vezes nisso.
Então a empresa de lâminas ficou sem homens para quem vender, e inventou uma nova cliente,
a mulher.
Não se vende uma cura sem uma doença, então ensinaram a ela que o próprio corpo era um
problema constrangedor. De repente, sem pelos significava moderna, limpa, feminina.
A lâmina não era uma ferramenta, era um refinamento que toda mulher moderna
supostamente precisava,
e funcionou. Em 1964, 98% das mulheres se depilavam.
Um problema que nunca existiu. Hoje, você nem questiona isso.
Você chama isso de higiene. Você diz que é nojento não fazer isso.
Nunca te venderam uma lâmina. O que te venderam foi a vergonha,
e depois te cobraram para acabar com
isso. Tudo que todo mundo acha nojento, alguém plantou, e alguém
recebeu por isso. Você é livre para sentir nojo quando mandarem,
ou se calar.
Assista, aprenda, curta, inscreva-se e evolua
em silêncio até ser o lobo.
Não comprou nada para sua esposa no Dia dos Namorados?
Quem disse que eu tinha que comprar?
Todo mundo sabe que tem que comprar.
Alguém que vende cartões, talvez.
Hum. Nunca pensei nisso.
O amor verdadeiro não precisa de uma data no calendário.
Alguém só precisava que você acreditasse que precisava.
Mas—
Shh. Não diga mais uma palavra. Veja isto.
Antigamente, o afeto era demonstrado em qualquer dia, num olhar, numa palavra.
Não custava nada.
As pessoas escreviam bilhetes de amor à mão de graça sempre que sentiam vontade.
Então, uma gráfica percebeu. Sentimentos podiam ser vendidos por folha.
Então uma empresa imprimiu renda e fita e chamou isso de prova de
amor.
E marcou um dia de inverno. Se o perder, não a ama de verdade.
Você podia mimá-la em qualquer dia, valorizá-la todos os dias.
Você nunca precisou da deles.
Um fabricante de chocolates moldou um coração a partir de uma caixa.
Agora o amor também precisava de doces.
Os floristas coroaram uma flor como a flor do amor por dez vezes
o preço.
Então chegaram os joalheiros. “O amor verdadeiro”, disseram, “tem que brilhar.”
Funcionou. Alguns corações de papel viraram bilhões gastos
em um
dia todos os anos.
A verdade é que o sentimento sempre foi grátis.
Só lhe venderam o medo de não provar isso.
Toda forma de demonstrar amor começou como uma ideia que alguém lhe vendeu.
Quantos sentimentos você comprou sem nunca escolhê-los?
Eu não sabia disso.
Você é livre para amar no dia que eles escolheram ou amá-la todos os
dia e não prove isso a ninguém. Curtam, inscrevam-se e
evoluam silenciosamente até se tornarem o lobo.
Não, querida, não precisamos de doces.
Mas eu quero aquele.
Aquela prateleira não está ali por acaso.
Acha que colocaram aquilo lá porque é fácil de pegar?
Essa é a história que contam.
Você terminou as compras.
O carrinho está cheio.
Seu cérebro já disse sim a tudo que veio comprar.
Aí você espera, e a única coisa ao alcance dos olhos é açúcar.
Barato.
Só um?
Quase. Mais um sim. Doce não
precisa de plano. Precisa de um segundo. Não estava esperando que você
se lembrasse dele. Estava esperando que você mudasse de
ideia.
E agora querem outra coisa.
Posso pegar chiclete também?
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Original transcript (English)
Ugh, look at her. She didn't even shave. That's gross. Gross? Who decided that? Nobody decided it. It just is. It just is, since exactly 1915. Meaning what?
Watch this. Before 1915, no woman shaved. Body hair was normal, and nobody gave it a second thought. Then the razor company ran out of men to sell to, so it invented a new customer, the woman.
You can't sell a cure without a disease, so it taught her that her own body was an embarrassing problem. Overnight, hairless meant modern, clean, feminine. The razor wasn't a tool, it was a refinement every modern woman supposedly needed, and it worked. By 1964, 98% of women were shaving.
A problem that never existed. Today, you don't even question it. You call it hygiene. You call it disgusting not to. They never sold you a razor. They sold you the shame, then charged you to fix it. Every gross everyone knows, someone planted it and someone
got paid. You're free to feel disgust on command, or go quiet. Watch, learn, like, subscribe, and evolve quietly until you're the wolf. You didn't get your wife anything for Valentine's?
Who told me I had to? Everyone knows you have to. Someone who sells the cards, maybe. Hmm. Never thought about it. Real love doesn't need a date on a calendar.
Somebody just needed you to believe it did. But- Shh. Not another word. Watch this. Once, affection was shown any day, a glance, a word. It cost nothing.
People wrote love notes by hand for free whenever they felt it. Then a printer saw it. Feelings could be sold by the sheet. So one company printed lace and ribbon and called it proof of love. And they circled one winter day. Miss it, and you don't really love her.
You could spoil her any day, cherish her every day. You never needed theirs. A chocolate maker molded a heart from a box. Now love needed sweets too. Florists crowned one flower the flower of love at 10 times
the price. Then the jewelers arrived. "Real love," they said, "must sparkle." It worked. A few paper hearts became billions spent on one day every year.
The truth, the feeling was always free. They just sold you the fear of not proving it. Every way you show love started as an idea someone sold you. How many feelings have you bought without ever choosing them? I didn't know that.
You're free to love on the day they picked, or love her every day and prove it to no one. Like, subscribe, and evolve quietly until you're the wolf. No, honey, we don't need candy. But I want that one.
That rack is not an accident. You think they put it there because it's easy to grab. That's the cover story. You're done shopping. The cart is full.
Your brain already said yes to everything it came to buy. Then you wait, and the only thing at eye level is sugar. Cheap. Just one? Close. One more yes. Candy doesn't
need a plan. It needs a second. It wasn't waiting for you to remember it. It was waiting for you to change your mind. And now they want something else. Can I have gum too?