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Historical Analysis of Israeli Terrorism

Quando se fala em terrorismo, às vezes deveríamos começar por abrir

os livros

de história. Porque o Estado de Israel, antes de ser fundado em

1948, foi literalmente construído à base

de atentados, de

bombas, de sabotagens, de massacres de civis e

de administrações britânicas,

cometidos pelos mesmos que o mundo mais tarde chamaria de pais

fundadores de Israel. O que vou contar a vocês, são fatos

históricos precisos,

operações realizadas entre

1945 e 1948 pelo Irgun, pelo Lehi e pela Haganá.

Os mesmos homens que, alguns anos mais tarde,

se tornarão ministros, generais ou até primeiros-ministros.

Então, antes de julgar os terroristas

de hoje, lembremo-nos

primeiro dos de ontem, daqueles graças aos quais Israel viu

a luz do dia. Para começar, em 9 de abril de 1948, o

aldeia palestina de Deir Yassin, situada perto de Jerusalém,

é atacada por

milícias sionistas do Irgun, então lideradas por Menachem

Begin e pelo grupo Stern, no contexto da guerra civil

que precedeu a criação de Israel.

Em poucas horas, mais de uma centena de habitantes,

homens, mulheres e

crianças são massacrados, muitas vezes à queima-roupa.

Alguns depois de terem sido reunidos nas ruas ou executados em sua

casa. Testemunhas da época relatam, em

documentos oficiais,

cenas de ESTUPRO, mutilações, destruições

sistemáticas. Esse episódio, um dos mais sangrentos do

período, semeou o terror entre a população

palestina e provocou o êxodo

de dezenas de milhares de civis das aldeias vizinhas, tornando-se um marco

de bascule na Nakba, a catástrofe de 1948.

O Irgun primeiro reivindicou a operação como uma vitória militar, antes que

a Agência Judaica e líderes sionistas moderados tentassem

minimizar seu alcance diante da indignação internacional.

Apesar das condenações, os responsáveis pelo massacre,

entre eles Menahem Begin, nunca

foram julgados. Begin se tornaria primeiro-ministro

de Israel em 1977. Em 22 de julho de 1946,

o Hotel King David de Jerusalém, sede da administração britânica

e do quartel-general militar do mandato,

foi atingido por um atentado organizado pelo

grupo sionista armado Irgun, liderado por Menahem Begin.

Disfarçados de entregadores de água, os membros da organização

introduziram várias dezenas de quilos de explosivos no subsolo da ala sul

do hotel. Apesar de vários telefonemas

de aviso, os

britânicos não evacuam o edifício.

A explosão, de violência extrema, provoca o desabamento de parte do

edifício

e mata noventa e uma pessoas, entre elas vinte e oito britânicos,

quarenta e um

árabes e dezessete judeus, além de ferir dezenas de outras.

O atentado do King David continua sendo um dos mais mortíferos do período do Mandato

britânico na Palestina. Ele marca uma virada na luta armada

sionista pela

criação do Estado de Israel. As autoridades britânicas denunciam um

ato

terrorista premeditado, enquanto Menahem Begin o apresenta como

uma

operação de guerra contra o ocupante.

Nenhum dos responsáveis será processado.

E Begin, longe de ser marginalizado, chegaria mais tarde ao poder em

Israel. Em 31 de outubro de 1946, a embaixada

britânica de Roma, na Itália, é alvo de um atentado à bomba

cometido por membros da organização sionista Irgun, liderada por

Menahem Begin. O ataque faz parte de uma série

de ações

violentas contra os interesses britânicos por toda a Europa, em

represália à política de Londres que limitava a imigração judaica para a Palestina

sob mandato britânico. Um carro-bomba carregado de explosivos é

estacionado em frente à embaixada

antes de ser detonado à distância.

A explosão destrói parcialmente a fachada do edifício, fere várias pessoas

entre funcionários e transeuntes, mas, felizmente, não faz nenhuma vítima fatal.

O atentado choca a opinião pública italiana e constrange as autoridades

britânicas da época, já sob pressão na Palestina.

Ele demonstra que os grupos sionistas armados,

até então confinados ao Oriente Médio,

são capazes de estender sua luta pela Europa.

Isso não lembra nada a vocês? Este episódio, muito menos mortal que o do King

David, participa da estratégia de intimidação e

de propaganda do movimento

sionista radical contra o poder colonial britânico alguns meses

antes da criação do Estado de Israel.

Na noite de primeiro de novembro de 1945, alguns anos antes,

conhecida como Noite dos Trens, as principais organizações

sionistas armadas, a Haganah, o Irgun e o Lehi, coordenam uma

vasta operação de sabotagem contra as infraestruturas ferroviárias do mandato

britânico no território palestino.

Mais de cento e cinquenta pontos da rede ferroviária são atacados simultaneamente.

Trilhos dinamitados, pontes destruídas, depósitos incendiados, estações

sabotadas. O objetivo é claro, paralisar a logística

britânica e protestar contra as restrições impostas à

imigração judaica no território palestino,

sobretudo depois do Holocausto. Vários soldados e ferroviários

britânicos

são mortos ou feridos nas explosões.

A operação, meticulosamente planejada pela Haganah,

então braço

armado da Agência Judaica, marca o início de uma campanha de

guerrilha de grande escala contra a presença britânica.

Embora o saldo material seja considerável, essa ação simbólica na época tinha

sobretudo um poderoso efeito psicológico.

Ela prova que as forças sionistas podem atacar em toda parte e simultaneamente,

inaugurando uma estratégia de assédio sistemático que levará,

três anos mais tarde, à retirada do Reino Unido e à

proclamação

do Estado de Israel. Continuemos. Em quatro de maio de 1947,

os grupos sionistas Irgun e Lehi, do grupo Stern, lançam uma

espetacular operação contra a prisão de Acre, então sob

administração britânica, para libertar seus combatentes detidos.

Disfarçados de operários árabes, cerca de vinte membros do Irgun

infiltram-se

no estabelecimento e detonam uma poderosa carga contra os muros

externos.

O assalto desencadeia uma troca de tiros violenta com as forças inglesas.

Ao todo, vinte e sete prisioneiros judeus conseguem

escapar, mas nove são

mortos e cinco recapturados. A operação ainda custa a vida de

sete soldados ingleses e deixa vários feridos.

Três dos fugitivos capturados serão condenados à morte e enforcados pouco depois.

Eles se tornarão mártires do nacionalismo sionista.

O golpe espetacular na prisão de Acre, embora não tenha tido impacto militar

significativo, teve um alcance simbólico considerável.

Ele galvanizou a juventude judaica, ridicularizou a autoridade

britânica e reforçou a popularidade de Menahem

Begin e do Irgun na luta pela independência de Israel.

Após este breve lembrete histórico, não é legítimo pensar que o

terrorismo de ontem é a resistência de hoje?

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Original transcript (French)

Quand on parle de terrorisme, il faudrait parfois commencer par ouvrir les livres d'histoire. Parce que l'État d'Israël, avant d'être fondé en 1948, s'est littéralement bâti à coups d'attentats, des

bombes, des sabotages, des massacres de civils et d'administrations britanniques, menés par ceux-là mêmes que le monde appellera plus tard les pères fondateurs d'Israël. Ce que je vais vous raconter, ce sont des faits

historiques précis, des opérations menées entre 1945 et 1948 par l'Irgoun, le Lehi et la Haganah. Les mêmes hommes qui, quelques années plus tard, deviendront ministres, généraux ou même premiers ministres. Alors, avant de juger les terroristes

d'aujourd'hui, souvenons-nous d'abord de ceux d'hier, ceux grâce à qui Israël a vu le jour. Pour commencer, le 9 avril 1948, le village palestinien de Deir Yassin, situé près de Jérusalem, est attaqué par des

milices sionistes de l'Irgoun, dirigées à l'époque par Menahem Begin et du groupe Stern dans le cadre de la guerre civile précédent avant la création d'Israël. En quelques heures, plus d'une centaine d'habitants, des hommes, des femmes, des

enfants, sont massacrés, souvent à bout portant. Certains après avoir été rassemblés dans les rues ou exécutés dans leur maison. Des témoins de l'époque rapportent dans les documents officiels des scènes de VIOL, de mutilations, de destructions

systématiques. Cet épisode, l'un des plus sanglants de la période, a semé la terreur dans la population palestinienne et provoqué l'exode de dizaines de milliers de civils des villages voisins, devenant un point de bascule dans la Nakba, la catastrophe de 1948.

L'Irgoun a d'abord revendiqué l'opération comme une victoire militaire, avant que l'Agence juive et des dirigeants sionistes modérés ne tentent d'en minimiser la portée face à l'indignation internationale. Malgré les condamnations, les responsables du massacre, dont Menahem Begin, ne

furent jamais jugés. Begin deviendra même premier ministre d'Israël en 1977. Le 22 juillet 1946, l'hôtel King David de Jérusalem, siège de l'administration britannique et du quartier général militaire du mandat, est frappé par un attentat organisé par

le groupe sioniste armé Irgoun, dirigé par Menahem Begin. Déguisés en livreurs d'eau, les membres de l'organisation introduisent plusieurs dizaines de kilos d'explosifs dans le sous-sol de l'aile sud de l'hôtel. Malgré plusieurs appels téléphoniques d'avertissement, les

Britanniques ne font pas évacuer le bâtiment. L'explosion d'une violence extrême provoque l'effondrement d'une partie du bâtiment et tue quatre-vingt-onze personnes, dont vingt-huit Britanniques, quarante et un

Arabes et dix-sept Juifs, et en blesse des dizaines d'autres. L'attentat du King David reste l'un des plus meurtriers de la période du mandat britannique en Palestine. Il marque un tournant dans la lutte armée sioniste pour la création de l'État d'Israël. Les autorités britanniques dénoncent un

acte terroriste prémédité, tandis que Menahem Begin le présente comme une opération de guerre contre l'occupant. Aucun des responsables ne sera poursuivi.

Et Begin, loin d'être marginalisé, accédera plus tard au pouvoir en Israël. Le 31 octobre 1946, l'ambassade britannique de Rome, en Italie, est la cible d'un attentat à la bombe perpétré par des membres de l'organisation sioniste Irgoun, dirigée par Menahem Begin. L'attaque s'inscrit dans une série

d'actions violentes menées contre les intérêts britanniques à travers l'Europe, en représailles à la politique de Londres limitant l'immigration juive en Palestine mandataire. Une voiture piégée chargée d'explosifs est garée devant l'ambassade

avant d'être déclenchée à distance. L'explosion détruit partiellement la façade du bâtiment, fait plusieurs blessés parmi le personnel et des passants, mais ne cause heureusement aucun mort. L'attentat choque l'opinion publique italienne et embarrasse les autorités britanniques de l'époque, déjà sous pression en Palestine.

Il démontre que les groupes sionistes armés, jusque-là cantonnés au Moyen-Orient, sont capables d'étendre leur lutte en Europe. Ça vous rappelle rien ? Cet épisode, bien moins meurtrier que celui du King David, participe à la stratégie d'intimidation et

de propagande du mouvement sioniste radical contre la puissance coloniale britannique quelques mois avant la création de l'État d'Israël. Dans la nuit du premier novembre 1945, quelques années plus tôt, connue sous le nom de Nuit des Trains, les principales organisations

sionistes armées, la Haganah, l'Irgoun et le Lehi, coordonnent une vaste opération de sabotage contre les infrastructures ferroviaires du mandat britannique en territoire palestinien. Plus de cent cinquante points du réseau ferroviaire sont simultanément attaqués. Voies dynamitées, ponts détruits, dépôts incendiés, gares

sabotées. L'objectif est clair, paralyser la logistique britannique et protester contre les restrictions imposées à l'immigration juive en territoire palestinien, notamment après la Shoah. Plusieurs soldats et cheminots britanniques

sont tués ou blessés lors des explosions. L'opération, minutieusement planifiée par la Haganah, alors bras armé de l'Agence juive, marque le début d'une campagne de guérilla de grande ampleur contre la présence britannique.

Si le bilan matériel est considérable, cette action symbolique à l'époque a surtout un effet psychologique puissant. Elle prouve que les forces sionistes peuvent frapper partout et simultanément, inaugurant une stratégie de harcèlement systématique qui conduira, trois ans plus tard, au retrait du Royaume-Uni et à la

proclamation de l'État d'Israël. On continue. Le 4 mai 1947, les groupes sionistes Irgoun et Lehi du groupe Stern lancent une spectaculaire opération contre la prison d'Acre, alors sous administration britannique, pour libérer leurs combattants détenus.

Déguisés en ouvriers arabes, une vingtaine de membres de l'Irgoun infiltrent l'établissement et font exploser une charge puissante contre les murs extérieurs. L'assaut déclenche un échange de tirs violents avec les forces anglaises.

Au total, vingt-sept prisonniers juifs parviennent à s'échapper, mais neuf sont tués et cinq repris. L'opération coûte quand même la vie à sept soldats anglais et fait plusieurs blessés. Trois des évadés capturés seront condamnés à mort et pendus peu après.

Ils deviendront des martyrs du nationalisme sioniste. Le coup d'éclat de la prison d'Acre, bien qu'il n'ait pas eu d'impact militaire majeur, a eu une portée symbolique considérable. Il a galvanisé la jeunesse juive, il a ridiculisé l'autorité britannique et il a renforcé la popularité de Menahem

Begin et de l'Irgoun dans la lutte pour l'indépendance d'Israël. Après ce petit rappel historique, n'est-il pas légitime de penser que le terrorisme d'hier est la résistance d'aujourd'hui ?

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