Transcript · Italian → Portuguese
Discussing Youth Emigration from Italy
No meu novo livro "A vontade de partir: os filhos no estrangeiro,
o grande mal da Itália" conto, sim, sobre os rapazes e
as raparigas italianas que, ah, deixam o seu país porque
se sentem mais valorizados no estrangeiro.
E não é um problema ir conhecer o mundo, claro,
isso ajuda, ah, faz crescer, ah, permite ter
experiências. O problema é imaginar um futuro fora
do
próprio país e talvez desejar voltar e
não encontrar as mesmas oportunidades. Este é o verdadeiro problema.
Mas também falo de como está a mudar o
tecido social do nosso país, de como estão a mudar
silenciosamente as famílias. Eu falei, ah, conversei
com muitos pais, perguntando-lhes pelas
redes sociais que me contassem as suas histórias.
E, de facto, temos milhares e milhares de
pais que já não têm os filhos por perto, temos netos que
crescem no estrangeiro sem ter uma relação com— diária com os
seus avós, temos avós com a mala pronta, avós em
videochamada. Bem, isto está a transformar
lentamente o nosso país e eu não
vejo, eh, preocupação em também criar
eh, uma rede de apoio para estes pais que
a certa altura
já não poderão viajar, que talvez envelheçam e que têm os,
os filhos, os filhos longe. E... e por isso eu
quis também falar deste problema, desta Itália que está
orgulhosa dos seus filhos que fazem sucesso no estrangeiro. Vão senti-lo ao ler,
vão lê-lo, como eu dizia
no, no livro, precisamente porque, eh, recuperei muitos dos
comentários que me fizeram com, mesmo com o coração nas mãos
e agradeço-lhes, mas também encontrarão
uma Itália que, hum, está triste, sente a
solidão, sente saudades, hum, criou
os filhos, fez sacrifícios por esses filhos e agora os
oferece aos outros, aos outros países.
E isto, isto não está bem, eis porque, na minha opinião, é preciso
mudar de rumo, é preciso convencer toda a classe política,
direita, esquerda, porque o problema é nacional,
a encontrar algumas
soluções para que o nosso país mude, para que as nossas empresas
se tornem, hum, mais inovadoras, mais competitivas,
se tornem lugares onde também os jovens possam
encontrar oportunidades e imaginar um
futuro no seu país. Portanto,
esta manhã também falo sobre isso no Quante storie às 12:45 p.m. na Rai 3.
Até já.
End of transcript · 388 words · machine translated
Original transcript (Italian)
Nel mio nuovo libro "La voglia di andarsene: i figli all'estero, il grande male dell'Italia" racconto sì dei ragazzi e delle ragazze italiane che, eh, lasciano il loro Paese perché si sentono più valorizzati all'estero. E non è un problema di andare a conoscere il mondo, certo
quello aiuta, eh, fa crescere, eh, fa fare esperienze. Il problema è immaginare un futuro fuori dal proprio Paese e magari desiderare di tornare e non trovare le stesse opportunità. Questo è il vero problema.
Però io racconto anche di come sta cambiando il tessuto sociale del nostro Paese, di come stanno cambiando silenziosamente le famiglie. Io ho parlato, eh, mi sono confrontata con molti genitori proprio chiedendo sui social di raccontarmi le loro storie.
E di fatto abbiamo migliaia e migliaia di genitori che non hanno più i figli accanto, abbiamo i nipoti che crescono all'estero senza avere un rapporto con-- quotidiano con i loro nonni, abbiamo nonni con la valigia, nonni in videochiamata. Ecco, questo sta trasformando
lentamente il nostro Paese e io non vedo, eh, una preoccupazione per costruire anche, eh, una rete di aiuti per questi genitori che a un certo punto non potranno più viaggiare, che magari invecchiano e che hanno i,
i figli, i figli lontani. Eee, e quindi ho voluto anche parlare di questo problema, di questa Italia che è orgogliosa dei propri figli che si stanno realizzando all'estero. Lo sentirete leggendo, lo leggerete, dicevo nel, nel libro proprio perché, eh, ho ripreso molti dei
commenti che mi avete fatto con, proprio con il cuore in mano e vi ringrazio, ma troverete anche un'Italia che, eeeh, è triste, sente la solitudine, ha la nostalgia, eh, ha cresciuto, ha fatto sacrifici per quei figli e ora li
regala al-agli altri, agli altri Paesi. E questo, e questo non va bene, ecco perché secondo me bisogna cercare di invertire la rotta, bisogna convincere la politica tutta, destra, sinistra, perché il problema è nazionale, a trovare delle
soluzioni perché il nostro Paese cambi, perché le nostre aziende diventino, eh, più innovative, più competitive, diventino dei luoghi dove anche i ragazzi possono trovare delle opportunità e immaginare un futuro nel loro Paese. Quindi
stamattina ne parlo anche a Quante storie alle 12:45 su Rai 3. A dopo.