Lula e economia: críticas aos gastos eleitorais e alerta sobre inflação
Todo mundo precisa entender a loucura que aconteceu no Brasil.
O resultado foi divulgado, a virada improvável aconteceu e o Brasil
acaba de contratar os próximos quatro anos da sua história.
Mas se você quer saber o que vai acontecer com o seu bolso a partir de agora, não
olhe para o discurso dos políticos na televisão.
Olhe para o que aconteceu minutos depois que o resultado foi confirmado.
Antes mesmo de o trabalhador acordar nesta segunda-feira, o mercado internacional
já tinha dado o seu veredito. O índice das maiores empresas brasileiras
lá fora
desabou vinte por cento em poucas horas e o dólar disparou de maneira
assustadora. Mas por que bilhões de dólares começaram a
fugir do país no
minuto em que a reeleição de Lula foi confirmada?
Porque quem produz e gera emprego não cai em propaganda de marqueteiro, faz
conta. E a conta que o governo deixou pendurada
para vencer essa eleição
simplesmente não fecha. Olhe para o mapa que saiu das urnas.
Flávio Bolsonaro venceu no Sul, no Sudeste, no Centro-Oeste e na maioria
dos estados do Norte, justamente as regiões que concentram o
agronegócio, a
indústria e a maior parte dos empregos com carteira assinada.
Mesmo perdendo nas locomotivas econômicas do país, Lula sustentou sua
vantagem no Nordeste e arrancou uma virada que contrariou quase todas as
expectativas. Mas como um governo desgastado vira uma
eleição que parecia perdida?
Usando as duas armas mais pesadas da política: o medo e o futuro do país.
Primeiro, usaram o terror psicológico nos indecisos,
espalhando que, se o governo
mudasse, o Bolsa Família, aposentadoria e o salário mínimo seriam
destruídos. Mas só as narrativas não eram suficientes.
Era preciso gastar pra vencer. Eles escancararam os cofres públicos,
mobilizaram mais de quatrocentos bilhões de reais em pacotes, linhas de
crédito e bondades em pleno ano eleitoral, incluindo quarenta bilhões de
reais só para segurar artificialmente o preço do combustível antes de você
apertar o botão na urna. E nós já vimos esse exato filme de terror.
Em 2014, Dilma Rousseff fez a mesma coisa para se
reeleger.
Segurou preços na canetada e despejou bilhões na campanha.
O resultado veio em 2015 e 2016. A inflação estourou os dez
por cento, os juros subiram para quase quinze por
cento, a economia encolheu sete
por cento e três milhões de brasileiros perderam o emprego.
Só que agora o cenário é ainda mais grave, porque o próprio governo já
tinha admitido que não teria dinheiro para pagar as contas de saúde, segurança
e educação nos próximos anos devido ao aumento de gastos.
Mesmo sabendo do rombo, eles torraram centenas de bilhões para não
perder o poder. E como não existe mágica na economia,
essa fatura vai ser cobrada
nos próximos quatro anos de três formas: mais impostos nas suas costas, dólar
alto explodindo o preço da comida no mercado e juros nas alturas, travando os
empregos. A maior ironia é que o mais pobre,
que votou com medo de perder o
auxílio, será o primeiro a ver a inflação engolir o
dinheiro antes da metade do
mês. Eles garantiram mais quatro anos no
palácio.
Agora, quem vai trabalhar dobrado para pagar essa
conta é você.
Eu sou Felipe Dantas e para entender o Brasil, basta seguir o meu perfil.
End of transcript · 549 words