Flávio Bolsonaro relata encontro com Trump e pede que CV e PCC sejam terroristas
Agora,
Trump comportou-se, né? Ficou sentado, né?
Na cadeira presidencial.
Na cadeira presidencial.
Vamos ouvir então o que diz Flávio
Bolsonaro.
É, eu gostaria que
todo presidente
brasileiro pudesse falar inglês
e não repudiar essa
língua, porque é um sonho
fazer com que inglês, espanhol e outras línguas sejam,
de fato, universalizadas, ser ensinadas pra todos,
além do português,
nas escolas públicas brasileiras,
porque é um povo
inteligente, é o que eu quero.
Ao contrário de Lula,
que insiste
em transformar a educação
pública brasileira num grande atraso,
alguém que se orgulha de dizer que
quanto mais ignorante for o povo
brasileiro, melhor pra ele, porque
quanto mais inteligente é o povo,
menos
vota em Lula. Então eu sou
o oposto e foi um pouquinho
essa a tônica
eu tentei passar
para o presidente Trump hoje.
É, em especial com
relação a outras pautas,
como o presidente
do Brasil atual, ele beijar países
que são ditaduras,
que são comandados por Hezbollah,
por Hamas,
diferente de mim,
que vou abraçar países que são
democracias,
que são desenvolvimentistas e que
podem fazer grandes acordos,
né, com o nosso país. E por fim,
antes de fazer a leitura aqui dessa, dessa nota, também fazer uma
outra diferenciação,
né, que o quanto o Lula vai de joelhos,
rastejando pra
implorar ao presidente
americano Trump
que não declare organizações
criminosas como CV e
PCC como terroristas, eu faço o contrário.
Eu fui exatamente fazer esse
pedido expresso a ele
pra que ele declare
CV e PCC como
organizações terroristas,
sim, que é o que eles são.
Nós temos aí um, um em cada quatro
brasileiros morando em
áreas que são
dominadas por facções criminosas,
que impõem as suas próprias regras,
facções que são espécies de
governo paralelo em muitas áreas do
Brasil e nós vamos libertar essas pessoas.
Esse é o desafio, fazendo, sim, acordos com diversos países,
não apenas com os
Estados Unidos, mas como
aqui na América Latina,
com Israel,
Europa, qualquer país que queira, de fato,
combater o crime organizado, como nós
vamos fazer a partir de janeiro de
27, com muita seriedade.
Então eu passo a fazer a leitura aqui da nota.
Hoje tive a honra de ser recebido pelo
presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, no Salão Oval da Casa Branca.
Cheguei às quinze
horas e deixei o local às dezesseis e quarenta.
Quero registrar, antes de qualquer coisa,
que essa reunião não foi intermediada
por nenhum empresário duvidoso.
Foi um convite direto do presidente dos
Estados Unidos, feito ao seu
nível, entre líderes políticos.
Agradeço ao presidente Trump,
não só pela cordialidade com que me
recebeu, mas por ter
dedicado o tempo da sua agenda
pra esse encontro.
O presidente está hoje no meio
da neg-negociação de um acordo
histórico de paz com o Irã,
envolvido no planejamento da
libertação do povo cubano e liderando--
e lidando com inúmeros outros temas
que demandam diariamente a atenção do
homem mais poderoso do mundo.
Ainda assim, separou esse tempo. Isso mostra um
prestígio enorme, sim.
E eu quero deixar claro, não um
prestígio pessoal meu, mas do nosso país, do
Brasil, que ainda
existe apesar do governo Lula.
Quero também registrar algo
que, ao meu conhecimento,
é inédito na história do
Brasil. Nunca antes
um presidente dos Estados
Unidos recebeu no
Salão Oval um pré-candidato
brasileiro à Presidência da
República em pleno ano eleitoral.
Isso não é coincidência.
É reconhecimento de que existe hoje no
Brasil
uma alternativa séria, sólida e confiável ao
desastre do atual governo. E que essa alternativa tem
nome. O presidente Trump me deu, me
recebeu com enorme
cordialidade. A
primeira coisa que ele fez foi perguntar
sobre o meu
pai. Perguntou
sobre as condições da prisão,
sobre como
ele está, sobre como
a família tem lidado com tudo
isso.
Foi um gesto humano,
que registro com profunda gratidão.
Ao final do encontro, o
presidente fez questão de me presentear
pessoalmente com
uma challenge coin,
a moeda de honra que presidentes
americanos entregam
como símbolo de respeito e reconhecimento,
tradição que remonta às
Forças Armadas americanas.
É um gesto raro, reservado a
aliados de confiança.
Mostra o tipo de líder que ele
é e mostra o tipo de relação que
existe entre nossas famílias e
nossos movimentos políticos.
Ao longo do encontro,
expressei ao presidente a diferença
gritante que haverá
entre um governo Flávio
Bolsonaro e o atual governo Lula.
Em vez de alinhamentos ideológicos
com ditaduras e regimes autoritários,
o que o Brasil precisa são parcerias
estratégicas que enriqueçam o
nosso povo, gerem empregos e tragam
investimento, tecnologia e segurança.
O objetivo central da minha visita foi
oferecer aos Estados Unidos uma
alternativa ao que o Lula
veio fazer aqui há poucas semanas.
Enquanto o Lula veio à Casa Branca
fazer lobby pra traficantes, eu
vim fazer, fazer
exatamente o contrário.
Pedi enfaticamente ao presidente
Trump que designe o quanto antes
o PCC e o Comando Vermelho como
organizações terroristas
estrangeiras.
E elas são, sim, organizações terroristas.
Controlam territórios
inteiros no Brasil pela força.
Submetem populações a seu próprio
código e à sua própria lei, à
sua própria justiça paralela.
Executam quem ousa resistir,
corrompem agentes públicos,
infiltram instituições, intimidam testemunhas, ordenam
atentados de dentro dos presídios.
Operam em dezenas de países com
tentáculos que afetam diariamente
os-- diretamente os Estados
Unidos e o resto do
hemisfério.
Quem faz isso não é gangue,
é organização terrorista e
ponto. E combater o PCC e o
Comando Vermelho é
interesse compartilhado
entre os dois países.
Eu disse ao presidente Trump
que a partir de janeiro de 27, o
Brasil vai integrar o escudo das Américas,
junto com os
Estados Unidos, com a Argentina de
Milei, com El Salvador do Bukele,
com o Equador de Noboa,
com o Paraguai do Peña, com o Chile de
Kast, com o Panamá de Molino
e com a República
Dominicana,
Dominicana de Abinader, formando uma grande
aliança hemisférica contra o
crime organizado transnacional e o
terrorismo.
Esse é o lugar do Brasil.
É como protagonista da segurança das
Américas, lado a lado
com nações livres e soberanas.
Também aproveitei o encontro pra
apresentar ao presidente a posição
privilegiada que o Brasil ocupa
no cenário mundial de terras raras e
minerais críticos.
Temos a segunda maior reserva mundial.
Somos a única
alternativa real à China para o mundo livre.
Sob o meu governo, haverá
parceria estratégica de longo prazo
nesse setor,
com investimento protegido e reindustrialização
compartilhada entre os dois países.
Sobre o tema das tarifas,
deixei claro ao presidente que sob meu
governo
não haverá necessidade de
retaliação comercial contra o Brasil.
Faremos um acordo comercial
e de investimentos sólidos,
bom para os dois países,
na escala dos maiores acordos da história
recente. Quero, antes de encerrar, fazer
um agradecimento que é
justo e necessário.
Nada do que aconteceu hoje teria sido
possível sem o trabalho
do meu irmão Eduardo e de
Paulo Figueiredo.
Os dois construíram, ao longo de anos,
um grau de relacionamento ímpar
com as esferas
políticas americanas em todos os níveis.
Casa Branca, Departamento de Estado,
Congresso, lideranças do movimento
conservador.
Esse encontro de hoje é fruto direto desse
trabalho. É justo registrar e é
justo agradecer
publicamente.
E por último, quero
registar, registrar
publicamente meu repúdio
ao Itamaraty e à Embaixada Brasileira em
Washington.
Apesar de solicitação formal do meu
gabinete,
a embaixada se recusou a ceder o
espaço pra que essa coletiva fosse
realizada lá.
É um gesto pequeno.
Bom, a gente ouviu aí o pronunciamento,
a fala de Flávio
Bolsonaro, senador
e pré-candidato à Presidência da
República.
É um gesto pequeno, mesquinho e revelador.
Mesquinho porque a Embaixada
Brasileira é patrimônio de todos os brasileiros,
patrimônio de todos os brasileiros,
e não propriedade pessoal do governo
Lula. E revelador, porque
mostra o nível de aparelhamento
ideológico do
Itamaraty sobre esse governo, incapaz sequer de cumprir o
papel protocolar, minimis, quando
o assunto é um parlamentar
brasileiro recebido na Casa
Branca pelo presidente dos Estados Unidos.
Fica registrado e fica o aviso. A
partir de janeiro de
2027, o Itamaraty volta a servir o
Brasil, e não um
projeto ideológico falido. Muito
obrigado.
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