Lula reage a insulto sobre dedo perdido e Flávio pede desculpas
Tréplica.
Eu vou, eu vou, eu vou, eu vou usar.
Não, tu usa porque ele não quer.
Candidato,
o senhor-
Eu não ia usar o tempo, eu vou usar.
Candidato, o senhor, o senhor-
Na expectativa de ganhar meu minuto,
porque ele disse uma, uma, uma grande asneira,
e eu não vou levar pra casa.
Ele me chamou de nove dedo,
eu quero que ele saiba de uma coisa: se tem alguém aqui nesse
público, que sabe o que é o mundo do trabalho,
sou eu.
Se tem alguém que perdeu o dedo com dezessete anos, fui eu,
trabalhando à noite,
que eu não podia trabalhar. Não vou permitir que um miliciano,
me chame de
nove dedo. Não vou permitir.
Não vou permitir.
Silêncio na plateia, por favor.
Não vou per-- ele nunca trabalhou na vida, não sabe o que é uma carteira
profissional. O primeiro emprego que ele teve,
foi um emprego falso pelo
pai dele. Ele trabalhava com o pai, mas ficava em Brasília.
E vim chamar,
eu,
de nove dedo?
Ouça aqui, cê vai ter que pedir desculpa.
Cê vai ter que pedir desculpa, porque o povo trabalhador tá vendo.
Milhões de trabalhadores se acidentam, por irresponsabilidade patronal,
que obriga a gente trabalhar em jornada, que a gente tem que trabalhar.
Eu era de menor e trabalhava à noite, porque ou trabalhava ou não
comia. E não posso aceitar aqui um granfino,
que um
granfino,
com a prática política muito duvidosa, venha me chamar de nove dedo.
Sua tréplica, candidato Flávio.
Lula, se eu te ofendi, porque eu te chamei de nove dedos,
eu te peço desculpa, de
verdade. Não queria te ofender. Te peço desculpa de verdade.
Agora eu quero saber se você vai pedir desculpas,
dos moradores de rua que dobraram
durante o seu governo. Que combate à pobreza é esse que você faz?
Se o Brasil
tinha
cento e noventa e nove mil moradores de rua, recebendo o CadÚnico, e agora
quase dobrou isso aí. Eu quero saber se você vai pedir desculpa,
Lula, pro pessoal
que recebe bolsa família.
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