Dilma Rousseff defende-se do impeachment e critica a oposição
Acredito em Deus.
Peço
orações
a vocês.
Nesta jornada para me defender do impeachment,
me aproximei ainda mais do povo.
Tive a oportunidade de ouvir seu reconhecimento,
de receber seu carinho.
Ouvi também críticas duras ao meu governo,
a erros que foram cometidos e a medidas e políticas
que não foram adotadas.
Acolho essas críticas com humildade,
até porque, como todos, tenho defeitos e cometo os
erros.
Entre os meus defeitos não está a
deslealdade e a covardia.
Não traio os compromissos que assumo,
os princípios que defendo ou os que lutam
ao meu lado. Não esperem de mim o
obsequioso silêncio dos covardes.
No passado, com as armas e hoje com a retórica
jurídica, pretendem novamente atentar contra a
democracia e o Estado de Direito.
Se alguns rasgam o seu passado e
negociam as benesses do presente, que respondam
perante a sua consciência e perante a história pelos atos que
praticam. A verdade é que o resultado eleitoral de
2014 foi um rude golpe em setores da elite
conservadora brasileira.
Desde a proclamação dos resultados eleitorais, os
partidos que apoiavam o candidato derrotado
nas eleições fizeram de tudo para impedir a minha
posse e a estabilidade do meu governo.
Disseram que as eleições haviam sido fraudadas,
pediram a-auditoria nas urnas, impugnaram
minhas contas eleitorais e, após a minha posse,
buscaram, de forma desmedida, quaisquer
fatos que bus-- pudessem justificar
retoricamente um processo de
impeachment.
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