Lula responde a insulto sobre dedo e fala de acidentes de trabalho
Na expectativa de ganhar meu minuto,
porque ele disse uma, uma, uma grande asneira
e eu não vou levar pra casa.
Ele me chamou de nove dedo, e eu quero que ele saiba de uma coisa:
se tem alguém aqui nesse público, que sabe o que é o mundo do trabalho,
sou eu.
Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu.
Trabalhando à noite, quando não podia trabalhar.
Não vou permitir que um miliciano, me chame de nove dedo.
Não vou permitir.
Ó só.
Não vou permitir.
Ele tá muito perdido.
Silêncio na plateia, por favor.
Mas eu volto a falar. Às vezes a gente não conhece,
lembra da lição vinte e quatro.
Às vezes um eleitor, um eleitor muito humilde,
que assiste televisão, tá vendo isso
e falando: "ó, o Lula restou com meu coração".
Eu nunca subestime esse cara.
Nunca subestime esse cara.
Em 2006, teve um debate do Alckmin contra ele,
o Alckmin aloprou ele.
Mano
Ele ganhou
Ele ganhou, ga-ganha disso, ele deu um pau. Então assim...
Porque o povo trabalhador tá vendo.
Óia.
Milhões de trabalhadores se acidentam, por irresponsabilidade patronal,
que obriga a gente trabalhar em jornada que a gente tem que trabalhar.
Eu era de menor e trabalhava à noite, porque ou trabalhava ou não
comia. E não posso aceitar que um granfino,
que um
granfino,
com a prática política muito duvidosa, venha me chamar de nove dedo
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