Analyzing Bruno Mars' Vocal Techniques
Filha da puta!
Fela da puta. Ele foi, ele foi agora num ré sustenido cinco,
cara.
Uau!
Eu gosto do jeito que o Bruno canta, velho.
Eu gosto desse, das escolhas que ele faz na hora de
cantar.
Vamo dissecar a técnica do Bruno vocal aqui, bora lá.
É legal que quando ele traz drive, dá pra ver claramente, dá pra escutar
claramente o trato vocal dele apertando.
Aperta a voz. Dá pra escutar claramente o trato vocal
apertando.
É daí que as distorções vêm. A gente aproxima algumas estruturas
e conforme esse fluxo de ar continua vindo turbulento, mais intenso, ele faz
essas estruturas que estão mais próximas encostarem uma na outra.
E aí a gente tem distorções.
Deixa eu falar pra vocês, eu não sei que altura nós estamos aqui.
Hã, na verdade, isso aqui é uma, é uma apresentação do VMA, né?
Só que dá pra escutar que a voz dele tá cansada.
Dá pra escutar que a voz tá cansada, ele tá se esforçando em várias notas aqui.
Então talvez por conta que ele-- como é uma per-performance no VMA,
ele não tá
fazendo um show aqui completo. Provavelmente ela tá cansada do,
do dia anterior.
Sacou?
Bonito, hein?
Bah, bonito, mano. Pô, o Bruno, eu gosto das escolhas que ele faz por
conta disso. É, o jeito que ele usa a voz mista,
os lugares em que ele, em que
ele resolve colocar algum melisma, é, os lugares que ele con-- resolve dar um
ataque, principalmente nos agudos.
Eu acho tudo de uma escolha muito assim, como é que eu vou dizer?
É elegante, cara, é de bom gosto, tá ligado?
As escolhas que ele faz em, na, tecnicamente,
em como que vai usar essa voz,
eu acho de muito bom gosto, cara.
Aham. Bem rouquinha a voz.
O quê? Ficou legal, né? Ficou legal, ficou legal.
Deixa eu ver que nota que ele foi.
Deixa eu ver.
Não, não…
É um si bemol e aí ele faz um melisma.
Ele vai num, ele foi num dó sustenido cinco e depois
num si bemol.
Ele fez tipo uma pentatônica, ó.
Ele fez tipo uma pentatônica aqui. Legal, bonito o melisma.
Belting, belting.
Belting aqui, tá?
Esse…
Esse
"dance with me, darling", ele fez em belting.
Eu não fiz aqui em belting, fiz em voz mista, ele fez em belting.
O que que significa? Mais potência. O belting tá dentro da voz mista, tá,
gente?
Só que é uma voz mista com mais sopro, com mais pressão subglótica,
com mais borda,
com mais nasalidade muitas vezes, apesar de que isso não é um grande fator
determinante. Belting tem nasalidade, mas a voz mista também pode ter
nasalidade,
ainda assim não ser um belting. É um assunto que se tu não parar pra
estudar ponto
por ponto, talvez tu fique meio perdido mesmo,
é normal.
Mas se tu quiser cantar agudos com potência, tu precisa de belting,
isso é certo.
E se tu quiser aprender essa técnica, que é a técnica que o Bruno Mars aqui,
mano,
o carro chefe dele, mano, ele usa pra caramba belting.
Se tu curte a forma que ele canta, pode ter certeza que tu vai querer belting
aí no
teu, na tua voz, na tua técnica. Então comenta aqui embaixo "belting",
se tu quiser
receber o link do meu treinamento onde eu te ensino a fazer belting.
Inclusive vou te ensinar ao vivo, não só por aulas gravadas,
ou então vai no link
da minha bio e lá tu vai ter acesso também a todos os detalhes da plataforma e vai
poder fazer tua matrícula pra aprender belting.
Filha da puta!
Fela da puta. Ele foi, ele foi agora num ré sustenido cinco,
cara.
Ré sustenido cinco, cara. Eu postei um vídeo cantando esses dias uma
música dele e
falei: "O agudo mais difícil do Bruno é sempre o
próximo, cara".
Ele foi agora num ré sustenido cinco.
Sem-- de novo ele vai na escala cinco.
Caralho, velho, o maluco canta, porra!
Olha que legal. Olha que legal esse "I still love you" que
ele quase não articula,
mano. Ele encaixa,
ele encaixa e mantém, olha.
Pô, ele quase não mexe nada, porque ele encaixou e aí ele só mantém
aquilo, mano. Só mantém o nível de pressão,
mantém o encaixe, tenta
m-mudar o mínimo possível pra não perder o encaixe dele.
Pô, foda demais.
Legal.
E isso, eu falo isso pra caramba pros meus al--
pros meus alunos, cara, na
plataforma. É, mano,
tu tem que ter mais raiva pra cantar muitas vezes, porque ele tá falando aqui:
"forever, forever". Cara, se tu não, se tu não chega com essa
intenção, tá ligado? De, de gritar um pouquinho, de berrar um
pouquinho,
tu não vai conseguir trazer emoção pra música, tu não vai conseguir trazer a
dinâmica que a música precisa e que tu quer.
Então eu acho muito foda essa parte, sabe?
Quando a técnica começa a entrar dentro da parte da, da, da dinâmica, dentro
da parte da expressão, porque a técnica tem que ser uma
ferramenta pra que a gente
consiga se expressar.
Massa, mano. Mas ó,
canta demais, canta pra caramba, referência de voz aí
masculina, mas vou falar, continuo com a mesma questão: o Bruno,
em pouco
tempo, ele vai começar a baixar, não tô falando de um tom,
de uma música, eu tô falando de baixar todos os tons de
todas as músicas.
Isso vai acontecer. A voz dele, cada vez que eu analiso,
eu percebo que ela tá
mais e mais cansada. Ele chega nas notas?
Ele chega, mas cada vez com as notas menos limpas.
E isso aqui não é uma questão de escolha técnica, não.
Isso aqui é porque, quem canta sabe, muitas vezes a gente usa
distorção pra chegar na nota mais fácil.
É mais difícil chegar nuns agudos desse com a voz limpa do que com a voz com
distorção. Então o Bruno tá colocando muita distorção
cada vez
mais, porque a voz dele tá fadigada. Ele vai começar a baixar.
Eu achei até, sinceramente, tô surpreso.
Eu pensei que nessa altura ele já teria baixado vários tons e ele continua fazendo
músicas que chegam a-- muito agudo.
Então vai chegar um ponto que ele vai começar a baixar tudo, véio.
Vai ser, vai ser de vez mesmo.
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