Lula rebate apelido de nove dedos e fala sobre acidente de trabalho
Na expectativa de ganhar meu minuto,
porque ele disse uma, uma, uma grande asneira
e eu não vou levar pra casa.
Ele me chamou de nove dedo. Eu quero que ele saiba de uma coisa.
Se tem alguém aqui nesse público, que sabe o que é o mundo do trabalho,
sou eu.
Se tem alguém que perdeu o dedo com dezessete anos, fui eu, trabalhando à
noite quando não podia trabalhar.
Não vou permitir que o miliciano me chame de nove dedo.
Não vou permitir.
Não vou permitir.
Silêncio na plateia, por favor.
Não vou per-- ele nunca trabalhou na vida, não sabe o que é uma carteira
profissional. O primeiro emprego que ele teve foi um
emprego falso pelo
pai dele. Ele trabalhava com o pai, mas ficava em Brasília.
E vir chamar
eu
de nove dedo.
Ou seja, cê vai ter que pedir desculpa.
Cê vai ter que pedir desculpa, porque o povo trabalhador tá vendo.
Milhões de trabalhadores se acidentam, por irresponsabilidade patronal,
que obriga a gente trabalhar em jornada que a gente nem quer trabalhar.
Eu era de menor e trabalhava à noite, porque ou trabalhava ou não
comia. E não posso aceitar que um gra fino,
que um gra
fino,
com a prática política muito duvidosa, venha me chamar de nove dedo.
Ofendi, porque eu te chamei de nove dedos. Eu te peço desculpa, de verdade.
Não queria te ofender. Te peço desculpa de verdade
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