Discussion on Team Dynamics and Player Trust
Tu tás a desconfiar na que eu estou a dizer.
Tu tens que ouvir a resposta do Jorge Jesus.
Eu tô a desconfiar de quê? Não percebi.
Tás a desconfiar que eu dei esta informação com o Cristiano,
que lhe disseram que ele ia jogar o primeiro e o último jogo.
Eu desconfiei disso?
É uma boa pergunta para se fazer ao Jorge Jesus, ou não?
Eu desconfiei disso?
Não, mas não foi, quer dizer, ó Maniche.
Ah não? Então peço desculpa.
Não.
Não?
Queres esclarecer?
Sim.
Diz isso.
O que eu estava a dizer é que isso não é relevante quando toda a gente, de forma
unânime aqui, já disse que o jogo não estava a pedir o
Cristiano.
O que é que me interessa se o, se o Jesus prometeu ou não prometeu ao
Cristiano que
ele ia entrar aos sessenta, aos setenta ou aos noventa mais um?
Se o jogo não estava a pedir o Cristiano, o Jorge Jesus o que fez, e bem,
foi independentemente do que tinha falado com o capitão da seleção, não é um miúdo
de cinco anos que ainda usa chupeta, foi colocar os interesses do coletivo à
frente
do interesse individual. Por que que isto é tão difícil de
perceber?
Sim, mas se o Jesus agora dizer o mesmo ao
Bruno Fernandes e não cumprir essa
palavra, o que é que vai acontecer no balneário?
Se prometer ao Bernardo Silva: "Jogas vinte minutos",
e a vez chegar aos três
minutos, o que é que vai acontecer?
Não é uma quebra de confiança entre o jogador e o treinador?
O selecionador, o selecionador nacional-
Não pode acontecer? Eu acho que não pode acontecer.
O selecionador nacional, o
selecionador nacional colocou os interesses coletivos à frente.
Mas isso eu concordo contigo, isso eu concordo.
Sim, o Maniche também disse que-
Ele não tem que explicar.
Isso eu concordo.
Ele não tem que explicar isto ao Cristiano, ao capitão de equipa.
O Cristiano tem um cérebro e, e consegue compreender.
Não tem que explicar? Então se o próprio selecionador diz que
ele é diferente de
todos os jogadores, que o estatuto dele é diferente de todos
os jogadores, não tem
que explicar a um jogador que é diferenciado de um outro?
Mas também disse que não lhe dá o direito de jogar todos os minutos.
Exato.
A questão aqui, a questão aqui é a palavra que tu traz.
Quando a seleção não está a pedir o Cristiano.
A questão aqui é a palavra que tu traz no meio da conversa, que se foi assim, e
acreditamos porque obviamente acreditamos na, naquilo que estás a dizer, e tu
traz-- tens com certeza que fontes para o
afirmar, é que o prometeu
aqui já é uma questão que pode levar, elevar a discussão para, para outro
patamar.
Ó Paulo, ó Paulo.
O prometeu, não é?
Imagina.
Prometeu também não devia ter prometido, se calhar.
Mas isso é uma conversa.
Mas é futebol.
Isso é uma conversa normal.
Ele diz assim: "Prometo que vais entrar aos cento".
Alguém acredita nisso?
Ele fez o quê? Fez um juramento?
Sim, acontece.
Ele fez um juramento?
Acontece, né?
Meteu a mão em cima do livro e fez um juramento?
Não, existe.
Ó pá, por amor da...
Existe.
Mas estamos a entrar, estamos agora a sério.
Nós estamos a entrar aqui no domínio já da, já, já estamos em Nárnia, isto de
repente. Quer dizer, agora o que é importante é se o Jesus
prometeu ao
menino de cinco anos que ele ia jogar cinco minutinhos ou vinte minutinhos,
e isso quebra a confiança de um jogador profissional de futebol com jogos e jogos
e jogos nas pernas?
Pronto.
Mas não estamos a brincar.
Tu, tu tás a falar de fora que não tiveste um
balneário.
E eu entendo isso-
Ah, pronto, já
cá faltava.
E eu sei.
Ah, não, Maniche, olha, boa. Pera aí, pá, realmente já cá faltava.
Veste umas botinhas e diz lá para dentro se compreendes.
Sim, senhor. Sim, senhor. Tens toda a razão.
Deixa-me só então, olha, falar em alguém que está.
Por falar, por falar em alguém que está no,
no balneário.
Isto
é uma quebra, ó Paulo, é uma quebra de confiança.
Claro que é uma quebra de confiança.
Pronto.
Eu acho que é uma quebra de-- então se ele fizer isto a todos os
jogadores, isto
não é uma quebra de confiança?
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