Discussion on Corruption and Crime in Politics
Isso, o Flávio vinha tentando transformar nas
últimas semanas o caso Master num
caso do Supremo, mas especificamente de Alexandre, é, de
Moraes, né. Com essas novas mensagens, cê acha que ele perde a capacidade de
fazer
essa associação?
Não, eu acho que não, eu a-- eu acho que o Alexandre tem toda razão.
Ali, ele tem que explicar, é, mas, é, isso ganhou uma
proporção e misturou com tantos outros casos que é difícil pegar
o que é Flávio e família Bolsonaro, cuja relação com o Vorcaro vem de tempos,
com a
família Vorcaro. O cunhado do Vorcaro foi o principal
financiador do
Tarcísio e do Fla-- e do Bolsonaro na última eleição,
o principal, assim, o cara
que tava... Então, assim, não é de agora, esse é mais um caso.
Mas, a meu juízo, ele, enquanto a discussão ficar nesse campo,
meio da
corrupção, desvio, ele entra num campo meio comum dos outros
casos. O mis-- eu acho que ele tem interesse de manter a
discussão aí, porque no
meu modo de ver, o, a coisa mais grave com relação a his--
o histórico do Flávio,
é a relação que ele tem com os milicianos, com o crime organizado no Rio de
Janeiro, né, e que isso tá passando meio batido.
O, o Flávio tem uma relação orgânica, porque tava no gabinete dele.
O Adriano Nóbrega, aquele sujeito do escritório do crime,
que depois foi
morto pela própria polícia, tá certo?
O Queiroz, que é outro sujeito que era ex-pol-- ex,
é, PM também
vinculado à milícia, depois procurado pela polícia,
com toda aquela história
estranha. Teve mais uns três casos, quatro casos,
que trabalharam no gabinete dele,
e ele chamava esses caras e dava prêmio dentro da, da, da Alerj,
a, a Assembleia Legislativa do Rio de
Janeiro.
A gente falou ontem da emenda que ele transferiu pra, pra, pra um dos
mandantes do caso Marielle no Rio de Janeiro, a emenda parlamentar.
Exato. Ou seja, eu diria que nesse caso, é o que distingue ele, e de maneira
drástica, porque assim, é brincadeira cê ter um candidato a
presidente da República
com esse nível de, de, de intimidade com o crime organizado.
Isso tá passando batido. Então quanto mais fica a discussão nessa
coisa da, da
corrupção, que é grave, mas de fato gera um pro-- uma, uma,
uma, uma situação meio de, de nuvem de fumaça, menos se
discute uma coisa que eu acho que foi até o editorial do Estadão ontem, da, do
Estado de São Paulo, que me chamou muita atenção,
que é isso mesmo, nós tamo
correndo risco de ter na eleição um presidente vinculado à milícia no
Palácio da, da, do, né, do Planalto.
Então, assim, de novo, a estratégia dele me parece que é se
misturar nesse campo e manter a discussão nesse campo, e tirar dessa
outra questão que, no meu modo de ver, do ponto de vista de República,
instituição,
do país, é muito mais grave.
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