Após votar em Flávio Bolsonaro, influenciador critica medo e brigas políticas
Fala rapaziada, bom dia pra
nós. Acabei de participar ali da festa da
democracia.
Aqui é o comprovante, porque
agora, a moda agora, né mano,
é você pedir pra votar
em, em X ou Y e depois você não ir votar, né?
Com esse vídeo aqui, eu não quero te convencer a votar em
ninguém, todo mundo sabe
em quem eu voto. Eu acabei
de votar no Flávio Bolsonaro.
Com esse vídeo aqui, eu
só quero te lembrar uma coisa:
amanhã é outro dia
e amanhã tu vai ter que
acordar cedo pra ir trabalhar.
Tu tem as pessoas da
sua casa pra sustentar.
Então pensa bem,
mano, pensa na sua saúde mental, mano.
Olha o terrorismo que tão fazendo nas redes sociais.
Eu vi um-- eu acabei de ver um vídeo de uma mulher lá
gritando: "Se o Flávio
ganhar, eu vou voltar a ser escrava!" Ô mano,
que isso, véi?
De verdade, cê acredita mesmo
nisso? Mano, eu sempre odiei esse terrorismo, mano.
Pessoal que me segue sabe disso, fio.
Eu sempre falei mal desse negócio de
ficar falando que o Brasil vai virar
Venezuela. Vai virar porra nenhuma!
E sabe por que o Brasil não vai virar Venezuela?
Porque nós somos a latrina
do mundo. Infelizmente é isso.
Nego adora falar mal dos Estados Unidos,
mas pra onde é que esse povo todo quer ir?
Esse povo chora
quando ganha o seu green
card, quando ganha o seu visto.
Nem o green card, né? O visto.
Só de conseguir tirar o visto,
o povo chora.
Chora de emoção,
não sei que tesão que
esse povo tem nos
Estados Unidos.
Eu nunca entendi isso. Nós somos a latrina do mundo da China, nós
somos a latrina do mundo da Europa, nós somos a latrina do mundo dos Estados
Unidos
e é assim desde 1500, fio.
Acorda pra vida!
Ah, você aí não tá falando com seu
pai, com a sua mãe, com o seu tio.
"Ai, o meu filho! Ai, a minha
mãe! Ai, eu vou convencer a minha avó
a vot..." Ô mano, faz isso não, irmão.
Tá maluco, irmão, cê
tá jogando sua saúde mental no lixo.
É igual vocês aí, mano, que tão sendo racista,
tão sendo homofóbico, tão sendo
classista, tão sendo tudo
simplesmente quando vocês
veem uma imagem dum cara preto
ou pobre dizendo que vai
votar no Flávio Bolsonaro.
"Ai, porque os negros isso, os negros pobres aquilo,
é o opressor, o oprimido", cara,
mas em nenhum momento vocês fazem a
seguinte
pergunta: por que
tem tanto rico votando no Lula?
Eu voto numa porra duma área nobre, fio.
O colégio que eu voto aqui deve
ser uns sete mil reais a mensalidade.
E você entra nessa merda desse colégio,
todo mundo lá tá com o, com o, com o
adesivo do PT no, no peito,
com adesivo do Lula no peito.
Se pergunte por que que
esse povo tá votando no PT.
Essa pergunta você não quer fazer, sabe por quê?
Porque no final das contas,
você quer fazer parte dessa turma.
Pra você é muito mais
confortável ser racista,
ser homofóbico, ser classista.
É mais fácil. Mas em nenhum
momento você quer se fazer
essa pergunta.
Você sabe que o mundo não vai acabar,
mas você tá fazendo um puta terrorismo com
outras pessoas. Essa merda desse celular aqui,
tem gente que não consegue largar
ele.
E quando a pessoa não consegue
largar ele, ela fica doente.
Porra, na época lá do pessoal lá na frente dos
quartéis, mano, eu fui um dos poucos
influenciadores de direita que
falou: "Pelo amor de Deus, sai daí,
pessoal!" Amanhã
é outro dia. Amanhã tem que acordar cedo.
Amanhã tem que enfrentar o Parque
Dom Pedro lotado, tem que enfrentar o metrô
lotado, tem que enfrentar o busão lotado. Faz-- va-vale a pena mesmo?
Você arrumar essa treta com
teu pai, com a tua mãe, com seus tios,
com as pessoas
que realmente te amam? Vale a pena mesmo você não sair na rua
porque, meu Deus,
os bolsonaristas!
Você quer ser bolsonarista? Seja.
Você quer ser lulista?
Seja. Sabe o que
você não pode ser?
Você não pode ser chato, você não pode ser insuportável,
porque as pessoas
não querem mais ficar
ao redor de pessoas insuportáveis
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