Impact of Supreme Court on Brazilian Politics
De tudo que foi falado nessa eleição, agora eu vou te falar o maior motivo pra
tirar o Lula da presidência. Porque o mandato dele dura quatro anos,
mas o que eu
vou te mostrar agora, pode durar quarenta.
Hoje o Supremo tem onze cadeiras e uma está vazia.
Das dez que sobram, seis foram indicadas pelo PT.
Dias Toffoli, ex-advogado do PT. Cristiano Zanin, ex-advogado
pessoal do Lula. Flávio Dino, ex-ministro da Justiça do Lula.
Edson Fachin, ex-cabo eleitoral da Dilma. Cármen Lúcia, a vira-folha.
E Luiz Fux. Seis de dez. E esses companheiros não têm
mandato. Ficam até os setenta e cinco anos de
idade.
Agora deixa eu te mostrar o que isso impacta na sua vida. Toffoli.
Toffoli acabou com a prisão em segunda instância.
Antes, quem era condenado e perdia de novo no
recurso, já ia direto pra cadeia.
Depois dele mudou. Continua solto até o último recurso
acabar.
Em 2019, o Supremo julgou isso e empatou, cinco a cinco.
O último a votar foi o Toffoli. Votou pra soltar.
Sabe quantos presos podiam se beneficiar com isso? Aproximadamente cinco mil.
Trinta e oito eram condenados da Lava Jato.
E um deles estava preso havia mais de quinhentos dias.
O nome dele você já sabe. Lula. Toffoli também apagou as provas de uma das
maiores investigações de corrupção da história do Brasil, a Lava Jato.
Ela mesma, que pegou os esquemas de corrupção da
Odebrecht.
E pra reduzir a punição, fez acordo com a Justiça e entregou tudo.
Planilhas, valores, os nomes de quem pagou a propina e de quem
recebeu.
Em 2023, Toffoli anulou esse material inteiro.
Não pode mais ser usado em processo nenhum. Achou ruim?
Cuidado, porque Toffoli também criou uma
investigação contra quem critica o
Supremo. Foi em 2019, quando ele presidia a Corte,
abriu inquérito sozinho,
sem pedido da polícia ou do Ministério Público. E olha onde isso foi parar.
Teve gente que criticou o ministro na internet e recebeu a polícia em casa, com
mandado de busca e apreensão. Sete anos depois, o inquérito continua
aberto. Fachin. Fachin anulou as condenações do Lula.
Lembra que o Lula saiu da cadeia? Pois é, saiu, mas continuava condenado.
E condenado, ninguém disputa eleição. Aí veio o Fachin e anulou tudo.
Toffoli apagou as provas, Fachin apagou as condenações.
Sem condenação, o caminho pra candidatura de 2022 estava
aberto.
Cármen Lúcia, a mesma ministra que, julgando o que você pode falar na
internet,
diz que sem regulação o Brasil viraria uma praça com duzentos e treze milhões de
pequenos tiranos. Duzentos e treze milhões.
É o Brasil inteiro.
Somos todos nós. Quem tá assessorando quem?
A resposta você já sabe.
Flávio Dino. Dino suspendeu a ordem que mandava tirar o
MST de uma fazenda
invadida. Em Gravatá, Pernambuco, 2015.
Uma fazenda foi invadida. Os donos foram à Justiça e ganharam o
direito de retomar
a terra. O caso chegou ao Supremo. Na mão do Dino, ele suspendeu e a terra
ficou com o MST. Mas isso é o que ele já fez.
O problema é o que ele ainda pode fazer.
Existe uma ação no Supremo pra liberar o aborto até doze semanas. E está parada.
O relator é o Dino. E é ele quem marca o dia do julgamento.
Ele tirou de pauta e pode colocar de volta quando quiser.
O aborto pode ser liberado no Brasil sem lei e sem ninguém te consultar.
E a data disso depende de um homem só.
Zanin. Zanin suspendeu a lei que ajuda dezessete
setores da economia a gerar
emprego. Chama desoneração da folha. A empresa paga menos imposto pra
contratar.
Vale pros setores que mais empregam. Construção, transporte, calçado,
call center.
Nove milhões de brasileiros trabalham neles.
O Congresso aprovou, o Lula vetou e o Congresso derrubou o
veto.
Perdido no Congresso, o governo foi bater no Supremo.
E o caso caiu justo na mão do Zanin, o ex-advogado pessoal do Lula.
Ele suspendeu a lei.
Barroso. Antes de aposentar, Barroso votou pra liberar o aborto até
doze semanas
no Brasil. Sim, aquela mesma ação que tá na mão do Dino.
E no último dia, deu uma decisão que autorizava enfermeiro,
e não só médico, a
auxiliar no procedimento de aborto.
Uma semana depois, o Supremo derrubou essa decisão nos
enfermeiros, mas o voto pra
liberar o aborto até as doze semanas continua lá.
O ministro foi embora, o voto ficou.
E quando esse processo for julgado, o voto dele conta.
Agora vem a parte que ninguém te contou.
A cadeira do Barroso está vazia desde outubro. Um.
Fux faz setenta e cinco anos em 2028. Duas.
Cármen Lúcia em 2029. Três. Gilma Mendes em 2030.
Quatro. O próximo presidente vai indicar quatro
cadeiras para o STF.
Se o Lula ganhar, ele escolhe as quatro.
Com Toffoli, Zanin, Dino e Fachin, que continuam lá, dá
oito de onze cadeiras. Ou seja, praticamente todas as decisões que
impactam a
sua vida, da sua família, do seu filho, da sua terra, do seu trabalho,
do seu país,
passam pelas mãos deles. Durante anos, o Lula montou esse sistema.
E toda vez que você vota pra presidente, você acha que tá decidindo os próximos
quatro anos. Mas não. Presidente sai, ministro fica.
Então não é sobre os próximos quatro anos, é sobre os próximos quarenta.
A escolha está em suas mãos.
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