Jorge Jesus and Cristiano Ronaldo Controversy
Primeira nota, Jorge Jesus capitulou.
Vergou-se ao estatuto do Ronaldo completamente.
Isto-
Capitulou?
Capitulou completamente. Não, não há outra maneira de dizer.
Então, um treinador pa-- que a-afirma a sua autoridade,
diz que não tem que pedir
desculpa a ninguém, mas depois diz que um jogador que
abandonou o estágio e faltou
dois treinos, que volta quando quiser e se quiser,
quer dizer, isto, isto parece
uma coisa que uma coisa não bate com a outra.
Um treinador ou tem autoridade e, e autoridade é uma coisa que não é só para
um
jogador, é para todos. Eu pergunto os outros jogadores da seleção
como é que olham
para isto. É que Jorge Jesus diz: "A, a autoridade é minha, eu sou o treinador,
sou
eu que decido." Mas depois, o Cris volta quando que, se quiser volta,
depois de ter acontecido tudo o que aconteceu, sem haver necessidade sequer,
como
dizia o Bruno há pouco, de uma declaração pública do Cristiano
Ronaldo a assumir
pelo menos que errou. E Cristiano Ronaldo é muito mais capitão.
Capitão na seleção vai haver sempre o Ronaldo, só houve um e só há um.
E, portanto, ele como exemplo para os miúdos que jogam
à bola, para as pessoas que
gostam de futebol, não podia ter tido aquele comportamento.
Isto parece uma coisa tão evidente que até custa num dia como hoje estar a repetir
isto. Uma parte do país queria diabolizar Jorge
Jesus para defender Cristiano
Ronaldo, né? E, portanto, dava, dava jeito à ideia de que Jorge Jesus fez,
quase
estrategicamente, quis correr com o Ronaldo da seleção.
Como se percebe hoje, essa, essa teoria é, é, é, não, não conta.
É uma teoria que não existe. Um treinador que, de facto,
quisesse correr com o
jogador da seleção, hoje, sentado em cima de quatro vitórias
seguidas e boas
exibições, nunca mais reabriria a porta ao jogador.
E, portanto, o que me parece hoje, agora colocando o outro lado,
há um lado puro e
cru, que é um treinador que capitulou perante
um jogador que abandonou o grupo, por
muito estatuto que tenha, esse estatuto agora sai reforçado,
porque capitulou
perante o estatuto. Há uma outra dimensão que eu...
enfim, vamos pensar agora assim, um pensamento estratégico da Federação
barras
Jorge Jesus, quer dizer assim: o europeu está garantido.
Foram quatro vitórias.
Os próximos dois jogos não contam para muito.
É possível trazer Ronaldo e até ele jogar alguns desses jogos.
Vamos ouvir Pedro Proença Carlos e já comentas.
À RTP, Cristiano Ronaldo, o melhor de todos os tempos,
símbolo da portugalidade. É preciso prestar a vénia
a Ronaldo. Eu sou testemunha, diz Pedro Proença, do amor de
Ronaldo à seleção. Se Jesus tinha capitulado há meia hora,
Carlos, hã, como é que qualificas estas palavras de
Proença?
Bem, é capitulação total. É, é, o Pedro Proença chega a--
começa por dizer: "Eu,
dessas questões técnicas, não meto as conversas entre o treinador e
o jogador", mas
depois garante-nos que o Ronaldo está na seleção por mérito desportivo próprio.
Portanto, o presidente da Federação atesta que há
aqui um mérito desportivo
próprio. É esse, é esse que eu discuto, porque o estatuto, o respeito pela
carreira, quer dizer, não vamos estar sempre a repisar a mesma
coisa.
Ronaldo é o mais importante jogador da história do futebol português,
é um símbolo
da portugalidade, mas não é preciso virmos dizer isto hoje.
O problema é que hoje Ronaldo abandonou a seleção e para voltar devia haver
condições mínimas e não esta passadeira vermelha que é colocada perante o jogador,
que com a responsabilidade que tinha, não se comportou a essa altura.
Agora, mal entendido, acabo assim, mal entendido,
se isto foi um mal entendido,
até ao próximo.
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