Lula, Bolsonaro e a eleição no Brasil: lições para eleitores dos EUA
Deixa eu te dizer uma coisa. Se você está pensando,
"Não vou votar este ano
porque meu candidato está muito atrás,
e sou só um ponto azul num estado republicano",
você
é melhor pensar de novo. Veja o
que acabou de acontecer no
Brasil.
Tem muita coisa maluca acontecendo. A
maioria das pessoas achava que não havia
como o Lula conseguir
conquistar a presidência, porque
ele acabou de perder há três semanas, no
primeiro turno,
e nenhum presidente na história jamais
perdeu no primeiro turno
e depois voltou e
venceu a eleição geral.
Na verdade, uma virada dessas nunca aconteceu.
Desde que a democracia do Brasil foi
restaurada em mil novecentos e
oitenta e nove,
nenhum candidato
que fracassou no primeiro
turno conseguiu voltar
e conquistar a presidência
num segundo turno. Isso nunca aconteceu.
Mas os eleitores daqui compareceram
e viraram o
roteiro. E por que isso é importante?
Porque há semelhanças
assustadoras entre o Brasil e o que
está acontecendo aqui nos
Estados Unidos. O adversário
de Lula foi Bolsonaro,
não o que você está pensando.
Foi o filho dele. Então o pai, Jair Bolsonaro, foi o presidente
do Brasil, certo? Ele é o
populista de extrema direita,
como alguém que conhecemos.
Ele concorreu à reeleição.
Perdeu de forma justa, então alegou que a
eleição foi roubada e deu um golpe.
Parece familiar?
Mas, ao contrário dos Estados Unidos,
o Brasil fez algo a respeito.
Eles o proibiram de concorrer a
cargos públicos até 2030.
Quatro anos depois,
o filho dele concorre, Flavio Bolsonaro.
Está vendo aonde quero chegar?
É uma lição, certo?
Que mesmo cortar a cabeça da cobra
não necessariamente faz a cobra
ir embora
embora. Movimentos políticos
não simplesmente desaparecem
quando o líder deixa o cargo.
Eles apenas se adaptam.
Adaptam- se e mudam e dão- lhe uma cara diferente
e mandam a
mesma merda desfilar de
volta diante de nós.
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Original transcript (English)
Let me tell you something. If you're thinking, "I'm not gonna vote this year because my candidate's too far behind, and I'm just a blue dot in a red state," you
better think again. Take a look down at what just happened in Brazil. There's some crazy shit going on. Most people thought there
was no way Lula could pull off the presidency, because he just lost three weeks ago in the first round, and no president in history has ever
lost in the first round and then come back and won the general election. In fact, a comeback like that has never happened. Since Brazil's democracy
was restored in nineteen eighty-nine, no candidate who failed in the first round was ever able to come back
and win the presidency in a runoff. It's never happened. But the voters here turned out and flipped the script. And why is that important?
Because there are eerie similarities between Brazil and what is going on here in the United States. Lula's opponent was Bolsonaro,
not the one you're thinking. It was his son. So the father, Jair Bolsonaro, he was the president of Brazil, okay? He's the far-right populist, like someone we know.
He ran for re-election. He lost fair and square, so he claimed the election was stolen and he staged a coup. Sound familiar? But unlike United States, Brazil
did something about it. They banned him from running for office until twenty thirty. Cut to four years later, his son runs, Flavio Bolsonaro.
You see where I'm heading with this? It's a lesson, right? That even cutting off the head of the snake doesn't necessarily make the snake go
away. Political movements don't just disappear when the leader steps down. They just adapt. They adapt and change and put a different face on it
and send the same shit parading back out in front of us.