Fernando se aproxima de Maurício em aula de dança dos anos 80
Então, eu soube pela tio de pelo Edvaldo, desse aulão dos anos oitenta.
Achei super legal, aí resolvi participar.
Claro, quanto mais gente, melhor. Fica à vontade.
Obrigado.
Engraçado, Fernando, cê nunca,
nunca disse que gostava de dança, nunca tinha se interessado.
Ah, mas eu mudei de ideia, né?
Às vezes a gente muda de ideia, né, Felipe?
Eu vou pegar uma água antes que ela comece.
Tá com sede aqui.
Dora,
vem cá.
É impressão minha ou tá rolando um climão ali pesado na
recepção?
Eu senti um ciúme, sim. Parece que o Mau-Mau tem outro
pretendente.
Hum, olha só, disputado o garoto, hein?
É, mas ele é uma graça mesmo.
É.
E aí, Patrick?
Fala, Felipe.
Cheguei na hora hoje, tá vendo?
Que milagre, meu filho. E Carol, cadê?
A Carol que vai se atrasar hoje, ela foi visitar o pai.
Hum. Bom, vamo fazer aula? Muita coisa pro senhor pegar, hein? Vamo.
Hum, vamo lá.
Olha, Fernando, eu só espero que cê não me arrume problema
aqui na escola de dança
também, tá?
Eu?
É, já basta o que aconteceu lá na minha casa,
que sua avó foi, brigou com a minha
mãe.
Maurício, assim cê me ofende, né? Eu sei que minha avó fez,
sou totalmente contra.
Eu não quero arrumar problema.
Ah, eu só queria ficar perto de você, né?
Vambora, gente. Vocês dois aí, vamo lá.
Você é o aluno novo, né Fernando?
Sim, Fernando, prazer.
Ô, meu querido, bem-vindo.
O, meu casaco. Obrigado. Guarda lá, guarda lá.
Vem cá que eu vou te passar o que que a gente tá fazendo, mas é a primeira aula,
vou pegar leve. Não se preocupa, tá bom?
Vem comigo, vocês já conhecem aquela sequência, então,
sete, oito, e
um, dois, três, quatro, cinco, seis,
sete, oito, e um, dois, três e quatro, cinco,
seis, e sete, oito, e girou.
Boa, vamo trabalhar esse giro aí, né? Pelo amor de Deus.
Mas tá ficando bom. Vambora todo mundo, solta o som.
Cinco, seis, sete, oito, e um, dois, três, quatro,
cinco, seis, sete, oito. Um, dois, três e
quatro, cinco, seis, sete, oito.
Uh! Girou, separou
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