Ciúmes na recepção e a primeira aula de dança de Fernando
Dora,
vem cá.
É impressão minha ou tá rolando um climão ali pesado na
recepção?
Eu senti um ciúme sim, parece que o Mau Mau tem outro
pretendente.
Ih, olha só, disputado o garoto, hein?
É, mas ele é uma graça mesmo.
É.
E
aí, Patrick?
Fala, Felipe.
Cheguei na hora hoje, tá vendo?
Isca milagre, meu filho. E Carol, cadê?
A Carol que vai se atrasar hoje, ela foi visitar o pai.
Hum. Bom, vamo fazer aula? Muita coisa que vocês vão pegar, hein?
Vamo.
Hum, vamo lá.
Olha, Fernando, eu só espero que cê não me arrume problema
aqui na escola de dança
também, tá?
Eu?
É, já basta o que aconteceu lá na minha casa,
que sua avó foi, brigou com a minha
mãe.
Maurício, assim cê me ofende, né? Eu sei que minha avó fez,
sou totalmente contra.
Eu não quero arrumar problema.
Ah, eu só queria ficar perto de você, né.
Vambora, gente. Vocês dois aí, vamo lá. Você é o aluno novo, né?
Fernando.
Sim, Fernando, prazer.
Olha lá, querido. Vem cá, meu filho.
Ô, meu casaco. Brigado. Guarda lá, guarda lá.
Vem cá que eu vou te passar o que que a gente tá fazendo, mas é a primeira aula,
eu
vou pegar leve. Não se preocupa, tá bom?
Vem comigo, vocês já conhecem aquela sequencinha.
Então, sete, oito, e um, dois, três,
quatro, cinco, seis, sete, oito. E um, dois,
três, e quatro, cinco, seis, e sete, oito.
E girou.
Boa, vamo trabalhar esse giro aí, né, pelo amor de Deus.
Mas tá ficando bom. Vambora todo mundo, solta o som.
Cinco, seis, sete, oito. E um, dois, três, quatro,
cinco, seis, sete, oito. Um, dois, três, e
quatro, cinco, seis, sete, oito.
Uh! De novo, sem parar
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