Breno Altman Calls for Law Recognizing Zionism as Racism
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Hello, my name is Breno Altman and I have an important topic to discuss with you.
I support introducing in the National Congress a bill that recognizes Zionism as a form of racism and racial discrimination.
There is a historical precedent. On November 10, 1975, the UN General Assembly passed Resolution 3379, which defined Zionism in this way.
This position stood until December 16, 1991, when it was dropped under pressure from the United States, the masters of the world after the collapse of the Soviet Union.
Israel's defenders keep repeating that Zionism is merely the defense of the Jewish people's self- determination.
That is a lie. Zionism was born as a project to build a colonial state under Jewish ethnic supremacy in a land mostly occupied for many centuries by another people.
Just look at its legal framework. The 1950 Law of Return, for example, guarantees every Jew on the planet the right to immigrate and become an Israeli citizen, while around 750,000 Palestinians expelled in 1948 and their millions of descendants remain barred from returning.
A law passed by Parliament in 2018 defined Israel as a Jewish state, in which only Jews have the right to self- determination, relegating Palestinians and other minorities to a subordinate status.
Not to mention the millions who live without any rights under the boot of genocide in the West Bank and the Gaza Strip.
This is called apartheid, as Amnesty International rightly defined it.
And what does this have to do with us? The Brazilian Constitution treats racism as a crime.
Law 7716 of 1989 punishes with up to five years in prison anyone who disseminates Nazi ideas.
It is not consistent to prohibit praise of Nazism and other racist ideologies while tolerating Zionist propaganda.
I also want to make it very clear that fighting Zionism has nothing to do with hostility toward Jews.
Besides, banning Nazism did not represent discrimination against Germans.
It is essential to distinguish Judaism from Zionism.
Judaism represents an ethnic, religious, and cultural tradition.
Zionism is a political ideology. Antisemitism, hatred of Jews, must be fought without compromise, but so must Zionism, a doctrine based on colonialism and racial supremacy.
I am Jewish and anti-Zionist, and I consider it unacceptable the normalization of Zionism, especially when disguised as a fight against antisemitism.
Thank you very much for your attention.
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Olá, meu nome é Breno Altman e tenho um tema importante a tratar com vocês.
Defendo a apresentação no Congresso Nacional de um projeto de lei que reconheça o sionismo como uma forma de racismo e discriminação racial.
Há um precedente histórico. Em 10 de novembro de 1975, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 3379, que definiu o sionismo dessa maneira.
Essa posição foi mantida até 16 de dezembro de 1991, quando caiu por pressão dos Estados Unidos, donos do mundo depois do colapso da União Soviética.
Os defensores de Israel repetem que o sionismo seria apenas a defesa da autodeterminação do povo judeu.
Trata-se de uma mentira. O sionismo nasceu como projeto para construir um Estado colonial sob supremacia étnica judaica em uma terra majoritariamente ocupada há muitos séculos por outro povo.
Basta ver seu arcabouço legal. A Lei do Retorno de 1950, por exemplo, garante a qualquer judeu do planeta o direito de imigrar e virar cidadão israelense, enquanto cerca de setecentos e cinquenta mil palestinos expulsos em 1948 e seus milhões de descendentes seguem proibidos de voltar.
Uma lei aprovada pelo Parlamento em 2018 definiu Israel como Estado judeu, no qual somente os judeus têm direito à autodeterminação, circunscrevendo palestinos e outras minorias à subalternidade.
Isso para não falar dos milhões que vivem sem quaisquer direitos sob o tacão do genocídio na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
O nome disso é apartheid, como bem definiu a Anistia Internacional.
E o que temos a ver com isso? A Constituição brasileira trata o racismo como crime.
A Lei 7716 de 1989 pune com até cinco anos de prisão quem divulga ideias nazistas.
Não é coerente coibir apologia ao nazismo e a outras ideologias racistas enquanto se tolera a propaganda sionista.
Também quero deixar muito claro que combater o sionismo nada tem a ver com hostilidade aos judeus.
Aliás, proibir o nazismo tampouco representou discriminação aos alemães.
Fundamental distinguir judaísmo e sionismo.
O judaísmo representa uma tradição étnica, religiosa e cultural.
O sionismo é uma ideologia política. O antissemitismo, o ódio contra os judeus, deve ser combatido sem concessões, mas também o sionismo, doutrina baseada em colonialismo e supremacia racial.
Sou judeu e antissionista e considero inadmissível a naturalização do sionismo, ainda mais quando camuflado pela luta contra o antissemitismo.
Muito obrigado pela atenção.
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