China, capitalismo e pobreza: uma comparação com o Brasil
3 min About China
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Sempre que alguém tenta defender que o socialismo funciona para acabar com a pobreza, usa o mesmo argumento. Mas e a China?
A China não tirou oitocentos milhões de pessoas da miséria sob o Partido Comunista?
A resposta curta é sim, mas quando você investiga os números reais, descobre duas verdades chocantes.
A primeira é que a China só saiu da fome quando abandonou o socialismo. E a segunda é que, na economia, a China comunista hoje é muito mais capitalista do que o próprio Brasil.
Olhe primeiro para a história chinesa. Mesmo país, mesmo povo e a mesma terra.
De 1949 a 1976, Mao Tsé-Tung aplicou na China a cartilha socialista ao pé da letra.
Aboliu a propriedade privada, estatizou empresas, perseguiu a iniciativa privada e impôs a igualdade material forçada no campo.
O resultado econômico foi um desastre sem precedentes.
A coletivização das fazendas gerou a maior fome da história humana, matando mais de trinta milhões de pessoas. Quando Mao morreu, os dados do Banco Mundial mostravam uma realidade brutal: quase noventa por cento de toda a população da China vivia na extrema miséria, mais pobre que a média da África Subsaariana.
Trinta anos de comunismo puro produziram apenas igualdade na fome.
A virada só aconteceu em 1978, quando camponeses famintos da vila de Xiaogang fizeram um pacto secreto para dividir a terra coletiva em lotes privados e ficar com o lucro do que produzissem.
Em um único ano, a colheita explodiu. O novo líder chinês, Deng Xiaoping, entendeu a lição.
Manteve a ditadura na política, mas liberou o capitalismo na economia, criando zonas econômicas especiais, atraindo investimento estrangeiro e permitindo o lucro privado. Segundo o Prêmio Nobel de Economia Ronald Coase, foi o setor privado que saltou do zero para gerar oitenta por cento dos empregos urbanos na China, que
tirou oitocentos milhões de pessoas da miséria.
Hoje, a China comunista é o segundo país com o maior número de bilionários no mundo. E é exatamente aqui que entra a maior ironia para nós, brasileiros.
Muita gente no Brasil aplaude o modelo chinês enquanto defende um estado inchado e impostos pesados por aqui. Mas olha o que acontece quando colocamos o capitalismo brasileiro lado a lado com o socialismo chinês nos números oficiais.
Quem suga mais o trabalho do povo? Na China, a receita do governo leva vinte e cinco vírgula sete por cento do PIB.
Já no Brasil, o Estado abocanha trinta e nove vírgula quatro por cento, uma mordida bem maior na economia.
Quem tem a máquina pública mais pesada? O gasto total do governo na China é de trinta e três por cento do PIB.
No Brasil, o Estado gasta quarenta e cinco vírgula sete por cento de tudo o que o país produz. Ou seja, o governo brasileiro custa um absurdo, mas os serviços públicos nem se comparam com os da China.
E na hora de abrir uma empresa e gerar empregos?
Na China comunista, o imposto de renda sobre empresas é de vinte e cinco por cento.
No Brasil, a alíquota cheia chega a trinta e quatro por cento.
Até para importar produtos e máquinas do exterior, a China é mais aberta.
Segundo a OMC, a tarifa média de importação chinesa é de sete vírgula cinco por cento, contra doze por cento de protecionismo no Brasil. Percebe a ironia aqui?
Muita gente fala que para o Brasil crescer é preciso implantar o socialismo, mas a China só enriqueceu quando desistiu de proibir o capitalismo.
E hoje, enquanto o Brasil sufoca quem trabalha com impostos e gastos públicos de país socialista, a China cresce aplicando na veia aquilo que os nossos políticos insistem em dizer que é o mal do mundo.
A China não é a prova do sucesso do socialismo.
Ela é a maior prova da história de que só o capitalismo salva um povo da fome.
Meu nome é Felipe Dantas e para entender o Brasil e o mundo, basta seguir o meu perfil.
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