André Ventura sobre a Reconquista, os direitos das mulheres e a remigração
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Os movimentos cá em Portugal. É, mas, e, o que eu não-- eu, eu neste momento estou mesmo e-empenhado em duas coisas: em ganhar as eleições no meu país e ser primeiro-ministro e em termos um bom orçamento de Estado.
Não é para fugir à resposta, mas parece que sim.
Não, não, mas eu agora vou lá. Por isso, eu não, eu... é-me difícil dizer assim: o que é que pensa deste movimento, hã, recon-- hã, Reconquista, por exemplo. Eu não conheço verdadeiramente, e não estou aqui a fugir à pergunta. Não conheço verdadeiramente a sua extensão, do que pensa, do que não pen-- olhe, vou lhe dizer uma coisa.
Mas do que, do que conhece. Vou lhe dizer uma coisa.
Concorda com... Não, olhe. Com aquilo que conhece?
Vou lhe dizer uma coisa, mas até, até, até vi ontem numa reportagem que houve noutro canal, que voltou atrás nessa posição e ainda bem.
Quer dizer, no dia em que eu estivesse aqui perante vocês, aliás, com jornalistas vá-várias e com várias perguntas, e eu dissesse, se eu algum dia disser isto, internem-me, verdadeiramente. Agora aqui é a expressão.
E eu dissesse que as mulheres não devem votar ou que, o, têm menos, hã, capacidade pra fazer perguntas do que os homens, quer dizer, isso é um absoluto disparate. Isto não é uma questão de debate político, é uma questão de que isto é,
é disparatado. E, portanto, eu não sei se esse movimento pensa mesmo isso, mas se pensar, convido a mudar de posição.
Tão disparatado como es agora ouvir a Paula Costa Simões, que é uma das nossas melhores perguntadoras da nação.
Nós temos em Portugal... eu tenho no, no nosso partido, nós temos vice-presidentes mulheres, hã, hã, vice-líderes de bancada mulheres, no governo-sombra, mulheres. Portanto, se me pergunta, eu posso re-rever-me em palavras que as mulheres não devem votar ou não devem participar na vida pública?
Mas então não o incomoda, para terminarmos este assunto, André Ventura, que haja algumas ligações que foram apresentadas nessa reportagem ou eventuais ligações, se preferir assim, entre o seu partido, o partido que lidera, e que fundou,
já agora, e esses, esse tipo de movimentos? Ou incomodam?
Vamos lá ver, as pessoas nos partidos são livres de ter mais ou men, ou menos ligação. Eu vi um dirigente do Partido Socialista que era do 1143, do Barreiro.
Quer dizer, isso não define o Partido Socialista.
Sim, mas se calhar se perguntarmos a José Luís Carneiro se isso o incomoda, ele não terá pejo em dizer que sim.
Eu acho que as pessoas que estão... o que me importa é que as pessoas que estão no Chega cumpram aquilo que é o ADN e a matriz do Chega, e que se abstenham de ter participações públicas que violam esses mesmos valores. Portanto, é essa a minha responsabilidade como presidente do partido, não é andar a caracterizar, é, movimentos.
Eu sei que muitos desses movimentos apoiam o Chega e votam no Chega.
E eu, e eu direi sempre isto: quem votar no Chega tem que saber também isto, nós não somos racialistas, ou seja, nós não acreditamos é que as pessoas são diferenciadas pela cor da pele. Eu não acredito.
Nós não acreditamos que as mulheres devam ter direitos diferentes dos homens.
Eu não acredito. E nós não acreditamos que quem vem da classe baixa nunca deva poder aceder à classe alta.
Muito bem. Portanto, eu me revejo nesse pensamento.
Vamos à política, André, com a Paula Costa Simões, editora-chefe da CNN Portugal. Paula, força.
Boa tarde, André, bem-vindos. Hã, disse, acabou de dizer que, hã, está focado no objetivo de...
Falamos, cuja questão da remigração não é por termos imigrantes a mais, ou porque não contribuem, ou porque não têm, ou porque não cumpriram a lei, é por critérios de natureza pessoal ou étnica dessas pessoas. Nunca estive de acordo com isso,
nunca estarei. Muito bem. Portanto, se remigração significar quem não cumpre, quem comete crimes, é, quem veio a mais e não cumpriu regras, sair, estou de acordo.
Se isso significasse uma limpeza étnica, hã, eu, é uma limpeza étnico-racial, eu sou absolutamente, hã, contra isso. E quem me conhece, sabe muito bem que...
Está também obrigado, obrigado, Conceição.
Temos que passar também para o Vítor Rin, do jornal Sol. Vítor, boa tarde.
Bem-vindo. As tuas perguntas, por favor.
Vou fazer duas perguntas. Uma, o Chega é acusado de ser o partido de um homem só. O que é feito do governo-sombra, que está completamente na escuridão?
A segunda: nos últimos dias, tem se falado muito de fascismo.
Penso que o André só não foi considerado ainda o Mussolini.
Do, do, do Estado Unido e do Canadá. Pra mim, pra mim, e acho que falo pelo partido todo, hã, triste seria que isto fosse uma questão de raça, hã, de fisionomia corporal, hã, ou, ou, ou de cultura. Outra coisa, só se me permitem dizer isso.
Para terminar, André... Não sei se isto cairá bem ou não, mas, mas aí é uma questão diferente.
Hã, nós podemos debater entre nós todos os que estamos aqui.
Uns somo, uns somos, hããã, é, é brancos, outros somos negros, outros somos, é, mais altos, mais baixos, mais gordos, mais magros.
Nós entendemos que a questão da imigração do Islão ou de países islâmicos não deve ser comparada às restantes...
Isto leva-me a outro ponto, André Ventura. Obrigado, Conceição.
O André normalmente defende daquilo que é o combate à desinformação.
Titular político português que não há condições de manter em Portugal, num país, neste momento, com estas condições e nesta legislação e no quadro da União Europeia, e aconselhá-lo-ia a voltar ao Brasil e a enfrentar a justiça, e a conseguir vencer no seu país, hã, dando explicações pra isso. Se eu fizesse aquilo que o Flávio fez,
o que eu gostaria era que tivesse um líder noutro país que me dissesse assim o que eu dizia há pouco: "André, tens que voltar
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