Sexta República: poder popular, referendos e autoridade
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O princípio fundador da Quinta República é a autoridade de uma figura central.
Sabemos todos que precisamos de autoridade. de autoridade.
Mas sabemos outra coisa: o exercício dessa autoridade pode tornar- se autoritarismo.
O autoritarismo não é a continuação da autoridade, é a sua negação.
É o momento em que a autoridade já não é aceita que é preciso recorrer a métodos mais violentos de autoritarismo. Certo.
O tema central da Sexta República é o povo.
Portanto, é preciso que o povo tenha, a todo momento, os instrumentos para sua intervenção institucional, legal, legítima.
Precisamos combinar a estabilidade das instituições com o poder popular. É por isso que o referendo de iniciativa referendo de iniciativa a cidadania e o referendo revogatório são os instrumentos centrais, emblemáticos da Sexta República.
Mas não vai haver referendo todos os dias, sabemos perfeitamente bem. Também há todo o resto da instituição que precisa ser, é… revisto. Foi por isso que chamei de Sexta República.
Porque é evidente que o princípio central já não é o mesmo.
É assim que se entende o papel do chefe de Estado.
E ele se entende pelo respeito a um programa.
Se você fizer como Hollande, é… “as finanças são minha inimiga” e, no dia seguinte…
Hein? Não. Então você assumiu um compromisso, e o cumpre.
As coisas não saem como previsto, você consulta o povo para saber se agi bem, ou se agi mal. Vou fazer isso, vocês concordam ou não?
E depois o povo diz: Não és só tu que contas.
Nós fazemos uma petição porque já estamos fartos de te ver assim.
E fazemos uma petição para que te vás embora.
E isso chama-se referendo revogatório. É um referendo que existe em três estados dos Estados Unidos, que existiu, eh, na Venezuela, que existiu, eh, em um ou dois outros países assim na América Latina que o tinham implementado.
E eu acho que vale a pena nós, os franceses, fazermos, eh, esta experiência com a forma de autoridade. Tomemos um exemplo.
Aí me dizem: Ah, é preciso mesmo que arredondes as arestas para o segundo turno.
Por que eu vou arredondar as arestas? De quê?
Defendo um programa, não vou arredondar nada.
Mas vou dizer às pessoas: Eis por que nós tivemos, seja qual for a sua opinião política, eu levo vocês dois, não sei qual é a opinião de vocês, mas tenho certeza de que, por exemplo, quando formos falar do orçamento, já que vocês gostam,
vocês, de contas bem organizadas, querem economizar, não é?
Pelo que entendi. Então vocês querem economizar no social.
Não sei por quê, mas parece ser uma obsessão de vocês.
E vocês vão me dizer: Pois bem, vamos economizar.
Tenho algumas propostas para vocês. Proponho reduzir os gastos com saúde, não privando as pessoas de medicamentos, mas reduzindo o alcance da doença.
Seja qual for a opinião de vocês, vocês vão dizer que sim.
Vocês não vão dizer que não. Vocês não vão dizer: Escutem, não estamos nem aí, as pessoas são responsáveis.
Já ouvi isso uma vez. Alguém que dizia: Um fumante não pode pedir que lhe paguem, hum, a reparação pelo câncer dele.
É horrível, não é? Mas já ouvimos isso. Então, sei que você vai me dizer que sim.
Então, temos, você, que não é anticapitalista, e eu, que sou, em algum momento, e você, um ponto em comum em que concordamos.
Você diz: Não, os pesticidas, você vai parar de espalhá-los por toda parte porque vemos o resultado. E teremos opiniões políticas opostas, mas teremos a mesma percepção do interesse geral humano.
Minha linha política é dizer: nós nos orientamos pelo interesse geral humano.
Minha convicção é que o interesse geral humano se opõe ao princípio fundador do capitalismo, sobretudo o da nossa época, não do O capitalismo em geral, aquele de quem empreende e tem sucesso porque teve uma grande ideia,
a máquina automática de quebrar nozes, é, a geladeira que se enche sozinha. Bom, coisas notáveis e interessantes para a vida da sociedade humana.
Mas estou falando do capitalismo da nossa época, dominado por fundos de hedge, dominado por especuladores, gente que aumenta as taxas de juros para tosquiar um povo inteiro.
Mas tenho certeza de que vamos concordar em falar do interesse geral.
Depois, vamos descobrir que não temos necessariamente sempre a mesma ideia.
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Le principe fondateur de la Cinquième République, c'est l'autorité d'un personnage central. Nous savons tous que nous avons besoin d'autorité.
Mais nous savons autre chose, c'est que le déploiement de cette autorité peut devenir de l'autoritarisme.
L'autoritarisme n'est pas la suite de l'autorité, c'est sa négation.
C'est le moment où l'autorité n'est plus acceptée qu'il vous faut passer à des méthodes plus violentes d'autoritarisme. Bien.
Le sujet central de la Sixième République, c'est le peuple.
Donc il faut que le peuple ait à tout moment les instruments de son intervention institutionnelle, légale, légitime.
Il nous faut combiner la stabilité d'institution et le pouvoir populaire. C'est la raison pour laquelle le référendum d'initiative citoyenne et le référendum révocatoire sont les outils centraux, emblématiques de la Sixième République.
Mais ça ne va pas être le référendum tous les jours, nous le savons parfaitement bien. Il y a aussi tout le reste de l'institution qui doit être, euh, revu. Voilà pourquoi j'ai appelé ça la Sixième République.
Parce qu'on voit bien que le principe central n'est plus le même.
Voilà comment le rôle de chef de l'État s'entend.
Et il s'entend par le respect d'un programme.
Si vous vous la jouez à la Hollande, euh, la finance est mon ennemi et le lendemain...
Hein ? Non. Donc vous avez pris un engagement, vous le tenez.
Ça se passe pas comme prévu, vous consultez le peuple pour savoir j'ai bien fait, j'ai mal fait. Je vais faire ça, vous êtes d'accord ou pas ?
Et puis le peuple dit: Il n'y a pas que toi qui comptes.
Nous, on fait une pétition parce qu'on t'a assez vu comme ça.
Et on fait une pétition pour que tu t'en ailles.
Et ça s'appelle le référendum révocatoire.
C'est un référendum qui existe dans trois États des États-Unis, qui a existé, euh, au Venezuela, qui a existé, euh, il y a un ou deux autres pays comme ça en Amérique latine qui l'avaient mis en place.
Et moi, j'estime que ça vaut la peine que nous, les Français, on, on fasse, euh, cet essai de la forme de l'autorité. Prenons un exemple.
Là, on me dit: Ah, il faut quand même que t'arrondisses les angles pour le deuxième tour.
Pourquoi je vais arrondir les angles ? De quoi ?
Je défends un programme, j'arrondirai rien du tout.
Mais je vais dire aux gens: Voilà pourquoi nous avons, quelle que soit votre opinion politique, je vous prends tous les deux, je connais pas votre opinion, mais je suis sûr que, par exemple, quand on va parler du budget,
puisque vous aimez, vous, les comptes bien tenus, vous voulez faire des économies, n'est-ce pas ?
D'après ce que j'ai compris. Donc vous voulez faire des économies dans le social.
Je sais pas pourquoi, mais ça a l'air d'être votre marotte.
Et vous allez me dire: Eh bien, faisons des économies.
Moi, j'en ai à vous proposer. Je vous propose de diminuer les dépenses de santé, non pas en privant les gens de médicaments, mais en réduisant le champ de la maladie.
Quelle que soit votre opinion, vous me direz oui.
Vous n'allez pas me dire non. Vous n'allez pas me dire: Écoute, on s'en fout, les gens sont responsables.
J'ai entendu ça une fois. Quelqu'un qui disait : Un fumeur ne peut pas demander à ce qu'on lui paye, euh, la réparation de son cancer.
C'est horrible, hein, mais on l'a entendu.
Donc, je sais que vous allez me dire oui.
Donc nous avons, vous qui n'êtes pas anticapitaliste et moi qui le suis, à un moment, et vous, un segment commun où on est d'accord.
Vous dites: Non, les pesticides, vous allez arrêter avec ça d'en mettre partout parce qu'on voit le résultat. Et on sera d'opinion politique contraire, mais on aura la même perception de l'intérêt général humain.
Ma ligne politique, c'est de dire : nous nous guidons d'après l'intérêt général humain.
Ma conviction est que l'intérêt général humain s'oppose au principe fondateur du capitalisme, surtout de notre époque, pas du capitalisme en général, celui qui entreprend et réussit parce qu'il a fait une trouvaille, la machine à casser les noix automatique,
euh, le frigo qui se remplit tout seul. Bon, des choses remarquables et intéressantes pour la vie de la société humaine.
Mais je vous parle du capitalisme de notre époque, dominé par les hedge funds, dominé par des spéculateurs, des gens qui augmentent les taux d'intérêt pour tondre un peuple entier.
Mais je suis sûr qu'on sera d'accord pour dire l'intérêt général.
Après, on va découvrir qu'on n'a pas forcément toujours la même idée.
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